Tuesday, 15 January 2008
Crimson Petal
Tuesday, 8 January 2008
yoga
Transform your being patiently, and for many, you will find it necessary to isolate the self in order to explore it more freely and intimately. Isolation means spending time alone. This is always an essential part of spiritual growth. Stay balanced. Focus on how your life is part of something greater, and allow tremendous spiritual experiences to flow. I encourage exploration of self and trying something new whenever possible
Thief
He can't bear to have caused her the prick of homesickness, She's such a cheerful soul by nature, he can tell; how depicable of him to rob her of a smile!
The crimson petal and the white - Michael Faber
The crimson petal and the white - Michael Faber
Saturday, 5 January 2008
Do silencio
Pode-se depressa pensar no dia que passou. Ou nos amigos que passaram e para sempre se perderam. Mas e inutil esquivar-se: ha o silencio. Mesmo o sofrimento pior o da amziade perdida, e apenas fuga. Pois se no comeco o
silencio parece aguardar uma resposta - como ardemos por ser chamados a responder! - cedo se descobre que de ti ele nada exige, talvez apenas o teu silencio. Quantas horas se perdem na escuridao supondo que o silencio te julga- como esperamos em vao por ser julgados pelo Deus.CLARICE LISPECTOR
The book of love is boring
The book of love is long and boring
No one can lift the damn thing
It's full of charts and facts and figures and instructions for dancing
But I
I love it when you read to me
And you
You can read me anything
The book of love has music in it
In fact that's where music comes from
Some of it is just transcendental
Some of it is just really dumb
But I
I love it when you sing to me
And you
You can sing me anything
The book of love is long and boring
And written very long ago
It's full of flowers and heart-shaped boxes
And things we're all too young to know
But I
I love it when you give me things
And you
You ought to give me wedding rings
And I
I love it when you give me things
And you
You ought to give me wedding rings
And I
I love it when you give me things
And you
You ought to give me wedding rings
You ought to give me wedding rings
Quando saber onde parar?
Quanto se trata do amor, quando saber onde chegou o final dos dias? E preciso ter a coragem de um cego para terminar um relacionamento, ou um casamento de anos. Renato Russo, fez aquela pergunta. QUEM INVENTOU O AMOR, ME EXPLICA POR FAVOR!
Ah Renato, eu tambem, gostaria de saber a resposta. Se for Deus, porque esse mesmo Deus, deixa tanto coracao quebrado ao chao?
Tao duro amar, e ter que deixar partir o que se ama. Tao duro amar, e nao receber o mesmo amor de volta.
Tao duro saber quando parar, tao duro saber o tempo certo de desistir, de virar as costas e seguir.
Quem inventou que nada dura para sempre, me explica por favor!
No one can lift the damn thing
It's full of charts and facts and figures and instructions for dancing
But I
I love it when you read to me
And you
You can read me anything
The book of love has music in it
In fact that's where music comes from
Some of it is just transcendental
Some of it is just really dumb
But I
I love it when you sing to me
And you
You can sing me anything
The book of love is long and boring
And written very long ago
It's full of flowers and heart-shaped boxes
And things we're all too young to know
But I
I love it when you give me things
And you
You ought to give me wedding rings
And I
I love it when you give me things
And you
You ought to give me wedding rings
And I
I love it when you give me things
And you
You ought to give me wedding rings
You ought to give me wedding rings
Quando saber onde parar?
Quanto se trata do amor, quando saber onde chegou o final dos dias? E preciso ter a coragem de um cego para terminar um relacionamento, ou um casamento de anos. Renato Russo, fez aquela pergunta. QUEM INVENTOU O AMOR, ME EXPLICA POR FAVOR!
Ah Renato, eu tambem, gostaria de saber a resposta. Se for Deus, porque esse mesmo Deus, deixa tanto coracao quebrado ao chao?
Tao duro amar, e ter que deixar partir o que se ama. Tao duro amar, e nao receber o mesmo amor de volta.
Tao duro saber quando parar, tao duro saber o tempo certo de desistir, de virar as costas e seguir.
Quem inventou que nada dura para sempre, me explica por favor!
Friday, 4 January 2008
Para mim- De Osvaldo Montenegro
AOS FILHOS DE SAGITARIO
Era claro e sábio era manso, metade animal e livre como ancião que já não teme o final e eu amava, amava adormecia com gosto de sal na boca e amava assim com a devoção natural dos deuses, dos animais Ah! quanto tempo atrás Ah! quantas noites passeia galopar em você doce centauro, amo você doce centauro...
Era claro e sábio era manso, metade animal e livre como ancião que já não teme o final e eu amava, amava adormecia com gosto de sal na boca e amava assim com a devoção natural dos deuses, dos animais Ah! quanto tempo atrás Ah! quantas noites passeia galopar em você doce centauro, amo você doce centauro...
There are delays reporting in both direction on the central line. We apologies for any inconvinience caused
Trains atrasados, lotados de gente saindo pela porta. Trains cancelados. Linhas fechadas para reforma, escadas rolantes interditadas.
Com 7 milhoes de pessoas, Londres pode se tornar um inferno quando o transporte publico nao funciona direito.
Em dias assim, nao sei se dou risada ou se choro, quando ouco aquela voz mecaninca dizendo que ha atrasos nas linhas do trem.
Todos os dias agora. Todos os dias tudo sempre igual, nunca se sabe qual a linha que dara problema. Tem sido cada dia mais dificil chegar no trabalho na hora!
Com 7 milhoes de pessoas, Londres pode se tornar um inferno quando o transporte publico nao funciona direito.
Em dias assim, nao sei se dou risada ou se choro, quando ouco aquela voz mecaninca dizendo que ha atrasos nas linhas do trem.
Todos os dias agora. Todos os dias tudo sempre igual, nunca se sabe qual a linha que dara problema. Tem sido cada dia mais dificil chegar no trabalho na hora!
That's how it has started

Watch your step. Keep your wits about you; you will need them.
This city I am bringing you to is vast and intricate, and you have not been here before. You may imagine, from other stories you've read, that you know it well, but those stories flattered you, welcoming you as a friend, treating you as if you belonged. The truth is that you are an alien from another time and place altogether.
This city I am bringing you to is vast and intricate, and you have not been here before. You may imagine, from other stories you've read, that you know it well, but those stories flattered you, welcoming you as a friend, treating you as if you belonged. The truth is that you are an alien from another time and place altogether.
THE CRIMSON PETAL AND THE WHITE From Michael Faber- Is this huge book set in London Victoria. 830 pages, is a tough book, long and enduring read, but well interesting... However I am strugling to finish...Time, time..?
Do que foi planejado e nao aconteceu e do inesperado que trouxe a alegria pura

Pois e acabou nao nevando sob o ceu cinza de Londres, mas estava frio pra caramba!
Cheguei em casa e fui presenteada com banho de espuma a luz de velas e jantar romantico, tambem a luz de velas, tudo preparado pelo maridao. Nao e sempre que sou presenteada pelas nuancias romanticas desse homem, mas quando elas veem, chegam mais inesperadas que minhas mudancas de humor quando meus hormonios estao a flor da pele.
Poderia ter sido meu aniversario, e eu teria lembrado aquele ano com tamanha devocao. Mas talvez esse seja o segredo da vida. O inesperado.
De nada vale forcar comemoracoes. Forcar falsas alegrias e devaneios e romances.
O que vale mais e o que a alma canta e pede, no momento que ela respira.
Raramente tive um dia dos namorados que tenha sido bem suscedido nos padroes das revistas de moda, e nao consigo lembrar de uma virada de ano que tenha tido o glamour que exige os fogos de artificio. Aniversarios sempre foram celebrados intensamente por minha parte no entanto sempre teve alguem que ficou de fora, que esqueceu, que nao cantou o parabens no tom desejado, que esqueceu as flores em casa, ou nao pode ir na minha festa porque estava gripado.
As expectativas estragam a naturalidade da vida. Esperamos demais!
Criamos imensos castelos, coloridos e inventados com artificios que nao existem e nem podem ser comprados nas prateleiras da Selfridges.
O romance a gente inventa tambem, mas nao como Cazuza cantava, a gente inventa que tem que ser assim e assado para ser amor. Quando cada amor tem seu jeito de amar e de odiar e de se cansar e de se auto-reinventar de novo.
Se tem algo que peco a mim mesma todos os dias quando acordo pela manha e que eu desperte em mim essa estranha magia, esse dom altruista, budista quase, de nao idealizar.
Permita, Senhor que eu nao idealize hoje. Que so por hoje eu possa viver cada segundo que me permitas viver, sem querer muda-lo, colori-lo com minhas cores proprias. Permita-me Senhor, nao inventar demais, nao idealizar demais nem esperar demais das pessoas e dos acontecimentos ao meu redor. Assim sendo tudo o que vier me surpeendera e eu receberei com a alegria de uma crianca. E se desafortunos ocorrerem em meu caminho eu estarei preparada para suporta-los.
Thursday, 3 January 2008
Onde esta voce agora?

E me pergunto por onde andara meu amigo solitario? Por onde andara os poemas que me trazias em flores avermelhadas pelo tempo, em chuvas de verao e miragens no horizonte...
Sento e contemplo o tempo que passa ligeiro e em soluco e saudades murmuro baixinho...
Deixa eu me perder pequeno mundo meu, menos que esquecer ficar dizendo coisas que nao me vem...
Sempre fostes e soastes para mim, Clarice sempre!

“Sobretudo um dia virá em que todo meu movimento será criação, nascimento, eu romperei todos os nãos que existem dentro de mim, provarei a mim mesma que nada há a temer, que tudo o que eu for será sempre onde haja uma mulher com meu princípio, erguerei dentro de mim o que sou um dia, a um gesto meu minhas vagas se levantarão poderosas, água pura submergindo a dúvida, a consciência, eu serei forte como a alma de um animal e quando eu falar serão palavras não pensadas e lentas, não levemente sentidas, não cheias de vontade de humanidade, não o passado corroendo o futuro! O que eu disser soará fatal e inteiro!”
Clarice Lispector
Why don't we go?
Pra ti amor meu- perdoa - me
CANCAO DO DESEENCONTRO - De Lya Luft
Deixa-me errar alguma vez, porque
também sou isso: incerta e dura,
também sou isso: incerta e dura,e ansiosa de não te perder agora que entrevejo um horizonte.
Deixa-me errar e me compreende
porque se faço mal é por querer-te desta maneira tola,
e tonta, eternamente recomeçando a cada dia como num descobrimento dos teus territórios de carne e sonho, dos teus desvãos de música ou vôo, teus sótãos e porõese dessa escadaria de tua alma.
Deixa-me errar mas não me soltes para que eu não me perca deste tênue fio de alegria dos sustos do amor que se repetem enquanto houver entre nós essa magia.
Happy new yer and I am back again!

Bom comeco de ano, e sempre tempo para novas resolucoes. Agenda nova, paginas em branco, calendario novo. Pecas novas no armario. Talvez a promessa de perder aqueles quilinhos a mais, parar de fumar ou de gastar tempo com bobagens. Ler mais livros e assistir menos televisao. Fazer mais amor, brigar menos. A lista segue, e pode terminar em tres pontinhos...
O importante e nao esquecer do sonho. E desengaveta-los um a um. Sacudindo a poeira do tempo. Esquecendo as rugas ou os impecilhos e driblar o destino. Sempre ha tempo para amar mais e para sermos mais nos mesmos. Tire a preguica do corpo e faca aquela caminhada mesmo que esteja ventando. Aprenda a andar de roller ou a surfar. Va! Corra atras do que e seu! Conquiste, encontre - Se encontre! E viva cada minuto com a intensidade que ele exige. Nem tudo sao alegrias, mas nao deteste as flores pelos espinhos.
Feliz ano novo, para quem quer que seja voce! Feliz voce em 2008. Paz na terra comeca no seu proprio coracao. Uma terra mais verde comeca na sua lixeira.
Bom, longos dias se passaram sem que eu aparecesse por aqui. A vida as vezes e assim, nao e? Revoadas nos levam pra ca e pra la, e nos tiram do eixo de partida. Mas sempre ha tempo para voltar. Respirar um folego novo e reeiniciar a caminhada.
Ha uns 4 anos atras eu tinha um habito terrivel de comecar as coisas e nao termina-las. Eram pilhas de livros esquecidos pela metade, xicaras de cafe, telefonemas, e-mails, fotos que meus amigos esperavam eternidades para eu manda-las - Confesso que continuo um desastre em alguns desses itens. Mas o importante e que estou tentando me corrigir, estou comprometida a continuar o que comecei, nem que seja preciso parar e retornar. Ou esquentar o resto do cafe para mais tarde. Ligar um dia depois e rebuscar o velho arquivo de fotos e enviar todas elas de uma so vez para aquela amiga querida que te perdoa mas nao esquece que ainda noa tem aquela foto dela e do namorado naquele jantar em que ela estava linda.
Enfim voltei. A inspiracao voltou. Voltou a nessecidade. E retorno apos essa longa partida sem culpa. Afinal e da arte humana o cansaco e a vontade de parar tudo por um momento.
FELIZ ANO NOVO!
Tuesday, 20 November 2007
Helen em portugues
Dica
Nunca leia por hábito: um livro não é uma escova de dentes. Leia por vício, leia por dependência química. A literatura é a possibilidade de viver vidas múltiplas, em algumas horas. E tem até finalidades práticas: amplia a compreensão do mundo, permite a aquisição de conhecimentos objetivos, aprimora a capacidade de expressão, reduz os batimentos cardíacos, diminui a ansiedade, aumenta a libido. Mas é essencialmente lúdica, é essencialmente inútil, como devem ser as coisas que nos dão prazer.
II - Comece a ler desde cedo, se puder. Ou pelo menos comece. E pelos clássicos, pelos consensuais. Serão cinqüenta, serão cem. Não devem faltar As mil e uma noites, Dostoiévski, Thomas Mann, Balzac, Adonias, Conrad, Jorge de Lima, Poe, García Márquez, Cervantes, Alencar, Camões, Dumas, Dante, Shakespeare, Wassermann, Melville, Flaubert, Graciliano, Borges, Tchekhov, Sófocles, Machado, Schnitzler, Carpentier, Calvino, Rosa, Eça, Perec, Roa Bastos, Onetti, Boccaccio, Jorge Amado, Benedetti, Pessoa, Kafka, Bioy Casares, Asturias, Callado,Rulfo, Nelson Rodrigues, Lorca, Homero, Lima Barreto, Cortázar, Goethe, Voltaire, Emily Brontë, Sade, Arregui, Verissimo, Bowles, Faulkner, Maupassant, Tolstói, Proust, Autran Dourado, Hugo, Zweig, Saer, Kadaré, Márai, Henry James, Castro Alves.
III - Nunca leia sem dicionário. Se estiver lendo deitado, ou num ônibus, ou na praia, ou em qualquer outra situação imprópria, anote as palavras que você não conhece, para consultar depois. Elas nunca são escritas por acaso.
IV - Perca menos tempo diante do computador, da televisão, dos jornais e crie um sistema de leitura, estabeleça metas. Se puder ler um livro por mês, dos 16 aos 75 anos, terá lido 720 livros. Se, no mês das férias, em vez de um, puder ler quatro, chegará nos 900. Com dois por mês, serão 1.440. À razão de um por semana, alcançará 3.120. Com a média ideal de três por semana, serão 9.360. Serão apenas 9.360. É importante escolher bem o que você vai ler.
V - Faça do livro um objeto pessoal, um objeto íntimo. Escreva nele; assinale as frases marcantes, as passagens que o emocionam. Também é importante criticar o autor, apontar falhas e inverossimilhanças. Anote telefones e endereços de pessoas proibidas, faça cálculos nas inúteis páginas finais. O livro é o mais interativo dos objetos. Você pode avançar e recuar, folheando, com mais comodidade e rapidez que mexendo em teclados ou cursores de tela. O livro vai com você ao banheiro e à cama. Vai com você de metrô, de ônibus, e de táxi. Vai com você para outros países. Há apenas duas regras básicas: use lápis; e não empreste.
II - Comece a ler desde cedo, se puder. Ou pelo menos comece. E pelos clássicos, pelos consensuais. Serão cinqüenta, serão cem. Não devem faltar As mil e uma noites, Dostoiévski, Thomas Mann, Balzac, Adonias, Conrad, Jorge de Lima, Poe, García Márquez, Cervantes, Alencar, Camões, Dumas, Dante, Shakespeare, Wassermann, Melville, Flaubert, Graciliano, Borges, Tchekhov, Sófocles, Machado, Schnitzler, Carpentier, Calvino, Rosa, Eça, Perec, Roa Bastos, Onetti, Boccaccio, Jorge Amado, Benedetti, Pessoa, Kafka, Bioy Casares, Asturias, Callado,Rulfo, Nelson Rodrigues, Lorca, Homero, Lima Barreto, Cortázar, Goethe, Voltaire, Emily Brontë, Sade, Arregui, Verissimo, Bowles, Faulkner, Maupassant, Tolstói, Proust, Autran Dourado, Hugo, Zweig, Saer, Kadaré, Márai, Henry James, Castro Alves.
III - Nunca leia sem dicionário. Se estiver lendo deitado, ou num ônibus, ou na praia, ou em qualquer outra situação imprópria, anote as palavras que você não conhece, para consultar depois. Elas nunca são escritas por acaso.
IV - Perca menos tempo diante do computador, da televisão, dos jornais e crie um sistema de leitura, estabeleça metas. Se puder ler um livro por mês, dos 16 aos 75 anos, terá lido 720 livros. Se, no mês das férias, em vez de um, puder ler quatro, chegará nos 900. Com dois por mês, serão 1.440. À razão de um por semana, alcançará 3.120. Com a média ideal de três por semana, serão 9.360. Serão apenas 9.360. É importante escolher bem o que você vai ler.
V - Faça do livro um objeto pessoal, um objeto íntimo. Escreva nele; assinale as frases marcantes, as passagens que o emocionam. Também é importante criticar o autor, apontar falhas e inverossimilhanças. Anote telefones e endereços de pessoas proibidas, faça cálculos nas inúteis páginas finais. O livro é o mais interativo dos objetos. Você pode avançar e recuar, folheando, com mais comodidade e rapidez que mexendo em teclados ou cursores de tela. O livro vai com você ao banheiro e à cama. Vai com você de metrô, de ônibus, e de táxi. Vai com você para outros países. Há apenas duas regras básicas: use lápis; e não empreste.
Thursday, 15 November 2007
London
Wednesday, 14 November 2007
Adelia Prado
Anne Bronte
When I feel it my duty to speak an unpalatable truth, with the help of God, I WILL speak it, though it be to the prejudice of my name and to the detriment of my reader's immediate pleasure as well as my
own."
Oh, I am very weary, Though tears no longer flow; My eyes are tired of weeping, My heart is sick of woe.
own."Oh, I am very weary, Though tears no longer flow; My eyes are tired of weeping, My heart is sick of woe.
Tuesday, 13 November 2007
Brixton- last night

Estava eu. Andando pelas ruas de Brixton. Um frio de rachar. Embora esteja ja, acostumada com a loucura do bairro e a diversidade intrigante de seus habitantes. Ontem algo me assustou.
O vai e vem de punks estava suavemente fora do normal.
Sim calro. Nao poderia ser diferente. Sex Pistols estaria no palco em menos de duas horas na Brixton Academy, em turne historica com somente sete apresentacoes no pais.
A banda que iniciou em 1975 e durou apenas tres anos, foi eternizada como a banda fundamental de rock punk. Suas letras rebeldes que tocavam na ferida da monarquia e burguesia foi aderida pelos rebeldes da decada de 70, hoje quarentoes.
Na musica God Save the Queen os meninos soltam o verbo e atacam a herarquia britanica. Confesso que ha alguma verdade ai...
God Save The Queen"
God save the queen

The fascist regime
They made you a moron
Potential H-bomb
God save the queen
She ain't no human being
There is no future
In England's dreaming
Don't be told what you want Don't be told what you needThere's no future, no future,No future for you
God save the queen
'Cause tourists are money
Ja no caminho de volta. Sentada e esperando o trem partir da estacao, entra um senhor de seus 60 e poucos anos. Nos bracos tatuagens feitas em casa. Grosseiras, e de mal gosto.Nos dedos, na face da mao e nos bracos. As unhas pretas. De um preto carvao. Nas maos uma pequena garrafa de Brandy. Ele cantava e chorava. As vezes ria um pouco. As vezes fechava os olhos como se estivesse indo parar em outra estacao do tempo. Ele murmurava sons e em silencio dizia... God Save the Queen....
Nao pude deixar de pensar no tempo. No passar do tempo. Nos sonhos que ficam pra traz. Na juventude e rebeldia que aos poucos a gente vai deixando pelo caminho como se fossem roupas que nao servem mais.
Me vi trinta anos no futuro. Balbuciando Renato Russo " O caminho e um so..." com minha tatuagem desbotada na nuca, e a coragem que me faltou para fazer outra linda e colorida nas costas.
E no meio a tudo isso, enquanto escrevia, me destraia um pouco. Pela porta entra Jamie Jackson. Jornalista do Observer. Jovem, atraente, e jornalista de esportes. Raramente falo sobre meus sonhos com clientes da empresa. No entanto hoje algo estranho aconteceu, acordei com os meus pulsos abertos e o sangue verteu.
Comecei a conversar, e confessei meu amor ao jornalismo. Como bebada em botiquim confessa que levou um pe na bunda.
E quis tanto o mundo dele pra mim. Quando o vi com caneta e papel na mao, meu coracao deu um salto. Era isso que eu quis pra mim. God save the Queen...
Muralha
Always expecting something new
Cântico IVTu tens um medo:Acabar.Não vês que acabas todo dia.Que morres no amor.Na tristeza.Na dúvida.No desejo.Que te renovas todo dia.No amor.Na tristeza.Na dúvida.No desejo.Que és sempre outro.Que és sempre o mesmo.Que morrerás por idades imensas.Até não teres medo de morrer.E então serás eterno.
De Cecilia Meireles
Do amor
"Virei outro. Tratei de ler os classicos que me mandaram ler na adolescencia, e nao aguentei. Mergulhei nas letras romanticas que tanto repudiei quando minha mae quis me forcar a ler e gostar, e atraves delas tomei consciencia de que a forca invencivel que impulsionou o mundo nao foram os amores felizes e sim os contrariados. Quando meus gostos musicais entraram em crise me senti atrasado e velho, e abri meu coracao as delicias do acaso."
Gabriel Garcia Marquez em Memoria de minhas putas tristes
Gabriel Garcia Marquez em Memoria de minhas putas tristes
Monday, 12 November 2007
Friday, 9 November 2007
PHOTOGRAPHY
Food for thought: a young photographer in China asked me some years ago whether I knew what Chinese painters, poets or sculptors would do when they became famous. I did not know. He said they would change their names to see whether they were still any good.
Rimini, Italy, 1999
Rimini, Italy, 1999
Tuesday, 6 November 2007
Sou do sul
O programa Gaucha Hoje fez um concurso para eleger um hino popular Rio Grandense. Segue abaixo a lista:
Prenda Minha (domínio público)
Negrinho do Pastoreio, de Barbosa Lessa
Querência Amada, de Teixeirinha
Eu Sou do Sul, de Elton Saldanha
Gauchinha Bem Querer, de Tito Madi
Hino ao Rio Grande, de Simão Goldman
Céu, Sol, Sul, Terra e Cor, de Leonardo
Eu Sou Gaúcho, do grupo Tchê Barbaridade
Me Comparando ao Rio Grande, de Iedo Silva,
Meu Pago, de Moacir Cunha Roesing
Minha Querência, de Gilda Souza Soares
Obrigado, Patrão Velho, de Raimundo José e Leonir
Percorrendo o Rio Grande, de Gildo de Freitas
Quando sopra o Minuano, de Barbosa Lessa
Na minha opiniao faltou Vento Negro de Jose Fogaca.
Mas enfim cada musica selecionada la em cima me lembra um pouco da infancia. Me lembra da garagem de casa, do chimarrao no mato com meus pais. Lembra domingo. Pai e Mae. Irmaos. Lembra familia. Lembra raizes e ufanismo. Lembra cheirinho bom. Terra firme e molhada. Lembra Santa Cruz do Sul. Lembra o sino da igreja. Lembra coisa boa.
Ceu, sol sul, terra e cor. Onde tudo o que se planta cresce e o que mais floresce e o amor... Ai ai, ainda me emociono quando canto essa musica, enchendo os pulmoes em um grito de esperanca. Ai ai e uma cosquinha boa, nas arterias da alma, nao da pra explicar...
Prenda Minha (domínio público)
Negrinho do Pastoreio, de Barbosa Lessa
Querência Amada, de Teixeirinha
Eu Sou do Sul, de Elton Saldanha
Gauchinha Bem Querer, de Tito Madi
Hino ao Rio Grande, de Simão Goldman
Céu, Sol, Sul, Terra e Cor, de Leonardo
Eu Sou Gaúcho, do grupo Tchê Barbaridade
Me Comparando ao Rio Grande, de Iedo Silva,
Meu Pago, de Moacir Cunha Roesing
Minha Querência, de Gilda Souza Soares
Obrigado, Patrão Velho, de Raimundo José e Leonir
Percorrendo o Rio Grande, de Gildo de Freitas
Quando sopra o Minuano, de Barbosa Lessa
Na minha opiniao faltou Vento Negro de Jose Fogaca.
Mas enfim cada musica selecionada la em cima me lembra um pouco da infancia. Me lembra da garagem de casa, do chimarrao no mato com meus pais. Lembra domingo. Pai e Mae. Irmaos. Lembra familia. Lembra raizes e ufanismo. Lembra cheirinho bom. Terra firme e molhada. Lembra Santa Cruz do Sul. Lembra o sino da igreja. Lembra coisa boa.
Ceu, sol sul, terra e cor. Onde tudo o que se planta cresce e o que mais floresce e o amor... Ai ai, ainda me emociono quando canto essa musica, enchendo os pulmoes em um grito de esperanca. Ai ai e uma cosquinha boa, nas arterias da alma, nao da pra explicar...
One does not love a place the less for having suffered in it, unless it has been all suffering, nothing but suffering.
Jane Austen
Jane Austen
Leave me alone

Tell me the truh... Have you ever felt like something was missing?
And you did not know why?
Have you ever listen to some strange noise at night and you did not know where from?
Who never got a nightmare please, confess now.
But not today. Today I am fine and happy.
And the sun is shining even though novembers cold is shivring.
Silence now.
Let the sun shine and let me smile for a moment. Before everything become lust and dust again.
Monday, 5 November 2007
....
Once upon a time, there was a woman who discovered she had turned into the wrong person."
Anne Tyler
Anne Tyler
Friday, 2 November 2007
O homem de pedra

O homem de pedra sente mas nao fala
O homem de pedra sangra mas o sangue nao escorre
O homem de pedra quer dancar mas tem medo de se mover
O homem de pedra chora mas as lagrimas nao descem
O homem de pedra ama mas nao sabe como expressar amor
O homem de pedra quer abraco mas nao sabe entrelacar os bracos
O homem de pedra sofre e a gente nem ve
Quero tua risada
Ainda da dor que doi mais
E estranho como as vezes a gente comeca escrevendo algo e vai sendo direcionado para rumos completamente diferentes. O texto de baixo por exemplo comecei escrever para falar de uma cronica que li hoje no livro da Martha Medeiros- Trem-Bala, publicado la em 1999. Quando comprei o livro era ainda uma adolescente - cursava jornalismo e morava ainda com meus pais.
A cronica fala sobre saudade- E saudade e sempre um tema que me pega de jeito. Eu e a saudade somos vizinhas intimas, ja que com ela eu convivo intensamente. Vivo da saudade- da mesma forma que morro dela. As vezes tenho o dom de viver do passado, de voltar pra casa com o IPod ligado em musicas que me remetem a anos luz de distancia em tempos e momentos que marcaram minha vida. Tenho o habito de lembrar de tudo o que passou com saudade.
Quero dividir um trechinho da Martha.
"Trancar o dedo numa porta doi. Bater o queixo no chao doi. Torcer o tornozelo doi. Um tapa, um soco, um pontape, doem... Mas o que mais doi e a saudade.
Saudade de um irmao que mora longe. Saudade de uma cachoeira da infancia(...)Saudade de uma cidade. Saudade da gente mesmo quando se tinha mais audacia e menos cabelos brancos. Doem essas saudades todas.
Mas a saudade mais dolorida e a saudade de quem se ama. Saudade da pele, do cheiro, dos beijos. Saudade da presenca e ate da ausencia consentida. Voce podia ficar na sala e ele no quarto, sem se verem, mas sabiam-se la.
Saudade e nao saber. Nao saber mais se ele continua se gripando no inverno. Nao saber mais se ela continua pintando o cabelo de caju. Nao saber se ele ainda usa a camisa que voce deu... "
Pois e- saudade e nao saber. Saudade e fechar os olhos e imaginar, sem sentir o cheiro sem poder tocar. Saudade e virar memoria na vida de alguem.
A cronica fala sobre saudade- E saudade e sempre um tema que me pega de jeito. Eu e a saudade somos vizinhas intimas, ja que com ela eu convivo intensamente. Vivo da saudade- da mesma forma que morro dela. As vezes tenho o dom de viver do passado, de voltar pra casa com o IPod ligado em musicas que me remetem a anos luz de distancia em tempos e momentos que marcaram minha vida. Tenho o habito de lembrar de tudo o que passou com saudade.
Quero dividir um trechinho da Martha.
"Trancar o dedo numa porta doi. Bater o queixo no chao doi. Torcer o tornozelo doi. Um tapa, um soco, um pontape, doem... Mas o que mais doi e a saudade.
Saudade de um irmao que mora longe. Saudade de uma cachoeira da infancia(...)Saudade de uma cidade. Saudade da gente mesmo quando se tinha mais audacia e menos cabelos brancos. Doem essas saudades todas.
Mas a saudade mais dolorida e a saudade de quem se ama. Saudade da pele, do cheiro, dos beijos. Saudade da presenca e ate da ausencia consentida. Voce podia ficar na sala e ele no quarto, sem se verem, mas sabiam-se la.
Saudade e nao saber. Nao saber mais se ele continua se gripando no inverno. Nao saber mais se ela continua pintando o cabelo de caju. Nao saber se ele ainda usa a camisa que voce deu... "
Pois e- saudade e nao saber. Saudade e fechar os olhos e imaginar, sem sentir o cheiro sem poder tocar. Saudade e virar memoria na vida de alguem.
A dor que doi mais
Sexta feira- dia de finados no Brasil. Feriado la nao aqui. Mas tirei o dia de folga hoje.
Nao para pensar nos mortos. Embora tenho me lembrado com frequencia daqueles que partiram. E lhes deixei uma oracao no meu coracao.
A meu padrinho Tio Chico, que gostava dos jogos e da cachaca e que sempre me recebia com um sorriso quando descia as escadas, saudades daqueles olhos tao puros, uma versao loira do meu proprio pai.
O meu primo Mario que desenhava e cantava, que trabalhava duro desde cedo, que amava o legiao e o cazuza e por ser bom morreu jovem demais em um acidente de carro no interior. Eu era ainda muito pequena, lembro da casa velha de madeira e da minha prima batendo na janela. Ate hoje sinto um frio por dentro.
Tem o primo Xampu- que tambem partiu cedo demais em um acidente de carro estupido- a porta abriu e ele bateu a cabeca numa pedra. O motorista nao sofreu um arranhao, ele estava de carona, porque a gasolina do gol vermelho metalico dele havia acabado. O Xampu mais que um primo era tambem meu parceiro das festas e com ele passei inumeras madrugadas- a risadinha dele ficou gravada, ficou gravada as maosinhas tao pequenas e a forma com que ele dirigia, com o rosto colado no vidro.
Tem o Tio de Garopaba- Fernando, era sempre uma explosao de alegria, sempre fazendo festa, sempre adimirando o mar do Siriu, sempre nos acolhia com um carinho enorme. Se foi com um ataque no coracao. Mas restou o eco da sua alegria, da sua caipirinha e do siri na toca.
Para eles, emano meu amor mais puro e minha gratidao mais comovida.
Deus queira que o paraiso seja habitavel, e que meus queridos e amados estejam la, desfrutando de uma paz verdadeira e quem sabe vivendo a vida verdadeira.
Tenho me lembrado com frequencia de quanto o tempo passa depressa e vai deixando suas marcas pelo caminho. O final da jornada e a unica certeza que temos. Mas ainda soa tao inaceitavel. Porque precisamos perder quem amamos? Porque precisamos lidar com as faltas e com a saudade de maneira tao cotidiana?
Nao para pensar nos mortos. Embora tenho me lembrado com frequencia daqueles que partiram. E lhes deixei uma oracao no meu coracao.
A meu padrinho Tio Chico, que gostava dos jogos e da cachaca e que sempre me recebia com um sorriso quando descia as escadas, saudades daqueles olhos tao puros, uma versao loira do meu proprio pai.
O meu primo Mario que desenhava e cantava, que trabalhava duro desde cedo, que amava o legiao e o cazuza e por ser bom morreu jovem demais em um acidente de carro no interior. Eu era ainda muito pequena, lembro da casa velha de madeira e da minha prima batendo na janela. Ate hoje sinto um frio por dentro.
Tem o primo Xampu- que tambem partiu cedo demais em um acidente de carro estupido- a porta abriu e ele bateu a cabeca numa pedra. O motorista nao sofreu um arranhao, ele estava de carona, porque a gasolina do gol vermelho metalico dele havia acabado. O Xampu mais que um primo era tambem meu parceiro das festas e com ele passei inumeras madrugadas- a risadinha dele ficou gravada, ficou gravada as maosinhas tao pequenas e a forma com que ele dirigia, com o rosto colado no vidro.
Tem o Tio de Garopaba- Fernando, era sempre uma explosao de alegria, sempre fazendo festa, sempre adimirando o mar do Siriu, sempre nos acolhia com um carinho enorme. Se foi com um ataque no coracao. Mas restou o eco da sua alegria, da sua caipirinha e do siri na toca.
Para eles, emano meu amor mais puro e minha gratidao mais comovida.
Deus queira que o paraiso seja habitavel, e que meus queridos e amados estejam la, desfrutando de uma paz verdadeira e quem sabe vivendo a vida verdadeira.
Tenho me lembrado com frequencia de quanto o tempo passa depressa e vai deixando suas marcas pelo caminho. O final da jornada e a unica certeza que temos. Mas ainda soa tao inaceitavel. Porque precisamos perder quem amamos? Porque precisamos lidar com as faltas e com a saudade de maneira tao cotidiana?
Thursday, 1 November 2007
Lagrima
lágrima é dor derretida
dor endurecida é tumor
ágrima é alegria derretida
alegria endurecida é tumor
lágrima é raiva derretida
raiva endurecida é tumor
lágrima é pessoa derretida
pessoa endurecida é tumor
tempo endurecido é tumor
tempo derretido é poema
dor endurecida é tumor
ágrima é alegria derretida
alegria endurecida é tumor
lágrima é raiva derretida
raiva endurecida é tumor
lágrima é pessoa derretida
pessoa endurecida é tumor
tempo endurecido é tumor
tempo derretido é poema
Corrente boa

1. Pegar um livro próximo (PRÓXIMO, não procure);
2. Abrir na página 161;
3. Procurar a 5ª frase completa;
4. Postar essa frase em seu blog;
5. Não escolher a melhor frase nem o melhor livro;
6. Repassar para outros 5 blogs.
O livro mais proximo era Girl with a Pearl Earring da escritora americana que atualmente mora em Londres Tracy Chevalier.
"She must have known Iwas working in the attic and could hear her, but nevertheless she spoke directly to him."
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- My East End: A history of Cockney London- Gilda O'Neil
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- Perdas e Ganhos- Lya Luft Jun(Releitura) Jun
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