Tuesday, 28 June 2011







Assim








Demoradamente a hora do adeus se aproxima. Espreitando meus ombros que muito aflitos quase negam, esta hora suprema.





Ha um certo milagre no adeus.





Na coragem de se permitir nascer de novo, mas antes disso ha a morte.




Existe ja os contornos deste novo horizonte, que me chama e ecoa raios de sol, manhas mais alegres, pousos mais paternos.




Nao que tenha me cansado do voo selvagem e solitario. Poderia viajar nesta dimensao por outros anos ainda. Mas ha agora a nescessidade de nutrir os lacos eternos, abandonados por esta decada santa e infernal.




Tambem preciso provar a mim mesma, que nao era aquele olhar azul sempre tao manso que me dava a vida; isto tudo era eu que inventava! Va saber! Quem sabe sem o amor que eu depositava em seu corpo sempre tao confuso, ele serias apenas o mais mundano dos mortais.




Preciso ir. Ja nao posso ser assim tao feliz.





Ana Frantz





Monday, 27 June 2011



I WANT TO WEAR LESS HEART ON MY SLEEVES!


"What she had realised was that love was that moment when your heart was about to burst." Stieg Larsson

Um pulmao

Me esvazio da tua presenca, ate que nao reste mais nada. Teu vulto me assombra pela noite inteira, em segredo ainda sonho. Tenho tuas maos macias me segurando pela madrugada adentro, so para ter a certeza de que nao vou me atirar de precipicio algum so para te provar que sou valente.


Minha honestidade te cansa. Mas ainda cansado tu voltas.


Se fico muito tempo sem te ver, me perco. Mas quando te vejo e quando me perco ainda mais. Submissa ao teu infinito, tuas cores, teu aroma, tua geografia. Neste mergulho em ti sou sempre mais luz. Mais vida! Quando vais embora a luz se apaga e fica apenas aquele silencio ansiando uma resposta que nunca vem.


Quero apenas que tenhas esta certeza; ha um amor pulsante em mim. Que me devora cada vez que penso em ti. Tem dias que essa forca me consome inteira. Sou a fome, a miseria e esta vontade intensa de sobreviver. Porque e so tua presenca que me traz vida; o resto e apenas uma tentativa alucinada de manter o ar em meus pulmoes para que eu sobreviva tua proxima aparicao.


E quando vens e a luz; simples assim. O alivio transparente e palpavel que me eleva e me faz levitar.



Quando vais embora, e sempre com muita forca que sou arremessada contra o chao, do topo da nuvem mais alta. E outro dia amanhece sem que eu esteja ao teu lado; ainda assim eu sobrevivo. Mas com apenas um pulmao.


Ana Frantz




Tuesday, 21 June 2011

Ruas

Ando pelas ruas de Londres, como quem persegue velhos conhecidos. Tateando com os dedos dormentes, cada esquina da memoria. Monumentos a ceu aberto, beirando meu caos e minha estrutura plena. Velhos amores na gabine de telefone. Ecos do panico de quem um dia se perdeu.



Existe um certo cheiro nesta manha. O cheiro das coisas profundas, que mesmo quando nao sao mais o segundo e a hora, o dia fica empregnado na parede da memoria. Como se esta memoria fosse aos poucos vestindo a alma, com suas cores proprias, suas texturas e seus acordes.



Ando por esta cidade e me entrego como se eu fosse a propria rua, os tijolos, o marmore e a escultura de anjo no topo de um predio. Sou suas nuancias cinzas, sempre tao cinzas, como a vida daquele que esta sempre a espera de algo.



Londres penetra em minhas veias. Tenho medo de um dia partir desta cidade, como se longe destas ruas que aprendi a conhecer tao bem, ja nao pudesse conhecer a mim mesma.



Nas mesas dos bares onde vi copos de vinho aos poucos derreter as defesas de um amor proibido. Essas esquinas sao meus templos. Onde guardam a essencia do que foi verdadeiro em mim. Quando passo por elas, e como reconhecer um velho amigo, e por isso se sentir mais em casa. Como se eu pertencesse a ela e ela pertencesse a mim. No labirinto infindavel da cidade, tao velha e de tantos outros. Nesta manha, ela e minha e de mais ninguem.



De todos os templos sacramentados na memoria, das paredes que seguram meu sorriso mais pleno, era sempre ao lado dele, a historia mais bonita. Busco estas esquinas como quem precisa de um mapa. No entanto, nao preciso saber onde devo chegar, apenas preciso saber que estou aqui, e em tudo o que toco, ha uma profunda delicadeza em permanecer livre e ainda assim poder me entregar com tanta coragem, sem que tenha recebido qualquer contrato que me desse o direito de amar.



Amo o que me e proibido amar, e assim sou mais viva, sou ainda mais eu. Porque as vezes esse amor nem cabe em mim e precisa encontrar espaco para expandir.



Certos atos de fe, sao mesmo assim.Visito essas esquinas, como quem entra em seu templo sagrado, e implora por um pouco mais de vida antes que o sol se ponha.



Ana Frantz

Stargazer


You are my Universe.




Entirely.



But you insist on hiding the stars from me.




Even then, I know they are shinning through this little clouds, from where you hide.


AF

Friday, 3 June 2011





Teu olhar pousa em mim, macio e doloroso. Como a vida insistia em ser as vezes. Arranhava com calma e demora, como se sentisse um certo prazer.



Teu silencio me desprende de mim mesma e me assusto muito com os vultos que vejo.






E no mais e tudo preto e branco ate que chegues.



AF



Wednesday, 1 June 2011

HURT




NAO HA MAIS UMA UNICA GOTA SE QUER DE AMOR EM MEU CORPO CANSADO. SOU O BERCO DA AMARGURA E ACEITO MINHA DOR. A PORTA ESTA FECHADA POR FAVOR PARTA EM SILENCIO. NAO BATA NA PORTA E NAO INSISTA. AF

Tuesday, 31 May 2011

Museu



No meu museu das coisas amadas, talvez o tenha guardado como a estatua mais bela. Tao bem desenhada, traco por traco. Havia uma certa delicadeza. As maos muito finas, ostentando qualquer fragilidade que nao existia. Havia um monstro ali que com garras muito afiadas sempre feria meu coracao, tao valente por encara-lo de frente mesmo assim.



Guardo as conchas do mar que ele me trouxe nos dias bons, ate mesmo as pedras que nao nos permitiram seguir tao livres quanto estava escrito nas escrituras. Cuidadosamente dobro os pedacos de seda que ele me deu um dia e organizo as almofadas num canto da sala.



Nem tudo e apenas memoria. Aquele cheiro esta impregnado na plenitude deste final de tarde.



Acolho minha solitude como quem busca a salvacao. Nada faria mais sentido agora do que este silencio e a falsa sensacao de que posso enfim me distanciar para poder ser sa novamente. Inteiramente livre e vazia da felicidade com que ele me intoxicava sempre, para depois tomar de mim.



Ana Frantz

Impaciencia







Quanto vazio ainda poderia caber naquela mala velha?











As ruinas do silencio, construindo paredes onde antes havia uma ponte de arame e flores. O pavor de ver se diluir em poeira o que antes era sempre um sonho bom. As cores intensas aos poucos sendo pinceladas pela cinza atmosfera dos dias. Tudo sempre foi, uma grande ilusao.



Nao trocaria este silencio pelo eco daquela risada. A felicidade que ele me oferecia como uma esmola, sempre de migalha em migalha. Se ja nao posso ser o todo, nao quero mais nada. O extase que ele me oferecia vinha sempre manchado de passado e nos. Era efemero demais a companhia. Delicados e frageis os cordoes que ligavam aquilo que julgavamos mais nobre. A amizade.



De vez enquando eramos um exemplo de pureza e lealdade, noutros a ausencia e o silencio tao palpaveis negavam qualquer elo antes desenhado a lapis em um pano muito fino.




Eu sempre estive la.Esperando por ele entre tempestades e raios, noutras em tardes quentes. Houveram noites de muito gelo. Sempre era a mesma sombra a catar caminhos, a espera do chamado e do dia em que fragilizado e sozinho, ele choraria por minha mao. Eu o levaria de volta pra casa, o guiaria com o brilho que as noites muito escuras possuem. Eu o aceitaria de volta ao meu reino intoxicado de liberdade. Portoes sempre abertos ao acaso. O guardiao do sonho.




Agora jogo fora todo o vicio que a presenca dele me causou.




Ja sigo outra. Carrego novos desastres em minhas maos e sonhos mirabolantes que nunca serao reais. Vivo neste imenso jardim secreto com portoes fechados e grades muito altas, so consegue espiar o que acontece aqui dentro quem tem asas. Para os pes fincados no chao, meu acenar de maos e o desejo que nao morram de tedio e solidao.




Aos covardes generosamente entrego minha profunda impaciencia e para quem nao ouviu os desejos mais profundos de seu coracao, dedico minha pena mais profunda e visceral.




Ana Frantz

Sunday, 29 May 2011

The two men I love


I love two men in my life.
I hate two men in my life.

They are capable of the most worst atrocities. They deny me with passion and convulsion. But always gain me back, with a twist of luck. I still not sure why I walk backwards when one should only look ahead.

They have my heart. They hold the map. They have left me here waiting. I don't own a compass but I know south is always where the heart is, but I can't get there on my own.

I love them. They love me, but are utterly scared of my love. I have flames and darts. I hold secrets and laughs. I make them happier than they could ever be brave enough to feel. So they leave me here. Waiting.

I know when the seasons change the winds will also change direction and I will be naturally taken somewhere else.

Until them I sit here and wait, on my world to change.

I wish they could be brave enough to hold the hurricane and my most intense voice, but they are not.

AF

LONELY IN LONDON


My loneliness do not come within but from the desire of sharing. A hug, a laugh, a dinner, a conversation a touch. The human connection which makes you feel alive through love.

I am falling again and on the mist of my great despair there is no one there to catch me. The voice inside that tells me I am strong enough to go through life on my own is untrue. I am not strong and never was. I can not learn to get used to with this silence. I hate hugging my own pillow. I don't have a doll.
AF

Colisao


Te perco em minhas colisoes.

Ha tantos desastres em minhas maos e meu corpo cansado da queda ja nao quer se acostumar com as perdas e com o silencio impregnado nas paredes antigas, pintadas com as cores amargas do adeus.

Era sempre um outro amor impossivel me esperando na esquina e o som das sirenes despertando na madrugada qualquer sonho bom.
Este caos que se instala sem me avisar, nem sempre vem cheio da ousadia dos dias novos da primavera.

Ja me canso. Sou a mulher mais cansada deste mundo. Sempre a merce de alguma outra coisa que se escapa de meus dedos frageis, embora minhas maos sejam grandes e meus longos dedos possuem a espessura dos dedos de uma pianista, estou sempre fora do ritmo, da melodia e do passo de danca.

Talvez tenha me acostumado com esta solidao tao absurda. Ainda procuro uma saida. Uma passagem de aviao, para qualquer lugar isolado o bastante para justificar este silencio avassalador em mim.

Preciso te dar minha solidao, meu silencio e minha ausencia. Para que entendas todas as coisas que fui obrigada a entender, em dias assim.


Mais uma vez e hora de partir, rasgando pedaco por pedaco cada soho construido com o papel mais fino e delicado das coisas.

Nao quero a fuga de quem nega sua dor. Quero mergulhar com ela ate que nao haja mais nenhum folego vivo em meus pulmoes soterrados de soluco e fumaca. Vou ficar parada neste silencio que me aborrece ate que qualquer som me traga de volta a vida. Talvez nem mesmo os anjos poderiam entonar qualquer cancao, quando este silencio absoluto naufraga tudo em mim.

Ana Frantz

Friday, 27 May 2011

Teu chamado








E era sempre assim; teu chamado beirando o caos de minhas estranhas amplitudes, deixava tudo ainda mais intenso. Essa intensidade me cansava. Havia a fome. A fome desmedida ate mesmo do ar que entrava e saia de meus pulmoes, como se ao te ver, parado em minha frente eu pudesse me tornar ainda mais viva, ainda mais intensa. Entao ja fragilizada pelo teu dominio descompromissado, eu me deixava que me despisse com teu olhar, peca por peca, de minha alma tao bem coberta pelos veus das minhas ilusoes mais obscenas.





Era sempre assim. Eu corria em tua direcao com a furia de vulcoes e fogos que ardem em completa plenitude. Afobada ansiava sempre por este momento. O que precede a fresta na porta que se abre vagarosamente. E me deixava queimar por tuas labaredas, sem que me tocasse com teus dedinhos tao frageis.





E que as horas eram longas extensoes do tedio, ate que inesperadamente me chamasse para a vida novamente. Me acordando e me sacudindo para todas as coisas que exigem a coragem suprema e indefinivel. Mesmo com medo eu sempre me entregava por inteiro.


So sou inteira diante de ti. E esta revelacao do misterio de mim mesma, e sempre uma surpresa, ate para mim. Esta descoberta e sempre um universo, um outro universo, ganhando dimensoes avassaladoras em nos.









Ana Frantz











"Our love of each other was like two long shadows kissing without hope of reality." — AnaĂŻs Nin

She says it all

"I am the most tired woman in the world. I am tired when I get up. Life requires an effort I cannot make. Please give me that heavy book. I need to put something heavy like that on top of my head. I have to place my feet under the pillows always, so as to be able to stay on earth. Otherwise I feel myself going away, going away at a tremendous speed, on account of my lightness. I know that I am dead. As soon as I utter a phrase my sincerity dies, becomes a lie whose coldness chills me. Don't say anything, because I see that you understand me, and I am afraid of your understanding. I have such a fear of finding another like myself, and such a desire to find one! I am so utterly lonely, but I also have such a fear that my isolation be broken through, and I no longer be the head and ruler of my universe. I am in great terror of your understanding by which you penetrate into my world; and then I stand revealed and I have to share my kingdom with you." — AnaĂŻs Nin






There are many ways to be free. One of them is to transcend reality by imagination, as I try to do.





Anais Nin

Encontro

Nao. Eu jamais poderia ter previsto o milagre da tua aparicao. Eras enfim o misterio e o alivio. A mao macia do destino, que como em um passe de magica autoriza o voo. Meu espirito se expandiu em milhoes de particulas coloridas quando te vi chegar. Era primavera. O tempo certo das coisas florirem.


Desde sempre; houve o amor e a impossibilidade.





De vez enquando fugiamos. Noutras nos entregavamos muito. O maior medo que sentiamos era o de que a realidade nao poderia ter sido jamais assim, como a viamos; as cores tao intensas, os sons sempre certeiros, ritimados com os passos de danca ou as batidas do coracao. E o riso, aquela gargalhada solta e sempre tao escandalosa. Nao era palco, era a estrada. Nosso maior medo era o de admitir nossa propria loucura. A loucura que nos consumia quando estavamos um na presenca do outro.



Para tanto encontro, havia sempre a fome. E o medo de que se um dia a saciassemos, todo este misterio tambem teria fim.


Entao seguimos, perseguindo um ao outro na imaginacao e nos dias divididos ao sabor das tardes efemeras. No dolorido aperto de maos quando a alma queria sempre o corpo inteiro. Aprendemos desde cedo que o que nos mantinha mais vivos do que os simples mortais era a fome que nunca saciavamos por inteiro.


Ana Frantz

Thursday, 26 May 2011

Anjos sorriem quando chegas perto de mim








Te busco como um cego busca a luz. Es a sede, a fome, a vontade e o caos mergulhado na paz.





Quase sempre me perco no labirinto que tua presenca desenha em minha alma aflita por te tocar. Ansiosa por te ver chegar, as vezes me esqueco que a alma e a materia invisivel das coisas.


Te persigo em meus pensamentos mais intensos. Es quase sempre a alquimia que tento domar. Mas como tambem nao se toca em estrelas, permaneces sempre assim; um raio de luz a clarear as noites mais escuras; e nem por isso eu poderia te amar um segundo so a menos na eternidade que na minha alma cabe.


Quando vens, chegas cheio do sonho e com ele desenhas asas que emolduram minha estrutura tao cansada. Anjos te sorriem nesta hora e ate mesmo eles imploram para que fiques, mas mesmo assim vais embora.

Ana Frantz

Beautiful people do not just happen



Wednesday, 25 May 2011

Cancao para te ver chegar





Eu te sonharia. Mil sonhos. Sem mentira, nem derrotas, nem medo algum que pudesse separar minha boca da tua. Nossa alma sempre ensaiando ser uma. Naquele bale, que mesmo sem querer dancar, nos prendia. Minha alma e a tua, em constante simetria. Num fechar e abrir portas. No pincel do acaso, as cores do sonho bom. O arco-iris rabiscando o ceu dourado apos ser fecundado pela chuva.






Eu te esperaria, pela tarde inteira a catalogar os ventos. E se por algum encanto, esta forca da natureza pudesse te trazer para mais perto de mim, eu escreveria lindos poemas aos Deuses e desenharia teu rosto angelical no teto das catedrais, para que o azul de teus olhos pudesse refletir um pouco do ceu que trazes para perto.





Se chegasses sem avisar como chegam as revoadas em bandos faceiros bendizendo o sol, as nuvens e o vento. O sabor da terra brotando em flor, frutos e alma, que de tanta luz encanta o horizonte, as estrelas e faz ate os anjos saltarem serelepes ao te ver chegar. Se viesses de mansinho, sem assustar os sabias ou as borboletas que recem sairam do casulo para celebrar a primavera, me encontrarias sorrindo com a alma pronta para a colheita.




Entre teu silencio e o teu olhar habitam todas as coisas; tao tuas. Teus medos. Tua confusao tao visceral e o amor que te convida para a cura. Eu tambem habito neste silencio, peregrina nos teus olhos, sempre a espera do teu sim.




Ana Frantz

Tuesday, 24 May 2011

London isnpires you!

http://www.london24.com/news/londoner_of_the_day_tube_artist_kim_kalan_1_864447

Beautiful people, lighting up where they go! That's what we like to see in the world! Make a diference by sharing your true colours too! Good Day!

































BTW! This is the white board staff anouncments of London underground @ Calendonian Road.































Monday, 23 May 2011

"Eu sou o ceu para tuas tempestades. Rainha dos raios"

Maria Bethania

Temporada das flores






... e que nos conhecemos na primavera; o tempo certo para todas as coisas florirem.




Thursday, 19 May 2011



take me into oblivion...

Wednesday, 18 May 2011

Mid-spring fairytale






Mid-spring fairytale evening, is about to begin...








Once upon a time, there was a Kingdom. There was a Prince, with two big blue eyes. There was a Princess too. She carries emeralds in her eyes.




The Prince fell in Love, and the Princess too. But they could not be together, as much and for much they loved each other. AF

YOU FORGOT TO KISS MY SOUL

BY NEIGHBOUR & ARTIST TRACEY EMIN.

Thursday, 12 May 2011

Happy comings



I can see angels playing in the background. Planning and arranging a new way for us. Giggling of the signs of a happy ending to come. An ending & a beginning of all things we are meant to be!
AF


Wednesday, 20 April 2011

Amizade

‎"Para certas amizades, e creio que a nossa Ă© delas, uma vida sempre Ă© pouco."






"To certain friendships, and I believe our is one of them, one life only, still too little"






Romar Beling

Iggy Gibbs Photoshotting











PHOTOS WERE TAKEN IN BRICK LANE, EAST LONDON. E2




By Ana Frantz


Monday, 18 April 2011

You go to my head...

You go to my head You go to my head, And you linger like a haunting refrain And I find you spinning round in my brain Like the bubbles in a glass of champagne. You go to my head Like a sip of sparkling burgundy brew And I find the very mention of you Like the kicker in a julep or two. The thrill of the thought That you might give a thought To my plea casts a spell over me Still I say to myself: get a hold of yourselfCan't you see that it can never be? You go to my head With smile that makes my temperature rise Like a summer with a thousand Julys You intoxicate my soul with your eyes Tho I'm certain that this heart of mine Hasn't a ghost of a chance in this crazy romance,You go to my head...


Billy Holiday

Pregnancy Photo shooting





















Photos were taken around Brick Lane- East London

Thursday, 14 April 2011

IF I HAD WINGS





YOU CAN NOT PROTECT YOURSELF FROM SADNESS, WITHOUT PROTECTING YOURSELF FROM HAPINESS.




CCCCCCCCCCCCCCCCCCCC I RATHER WALK EXPOSED TO THE WIND AND LET THE RAIN FALLS IN MY FACE.



I RATHER LOVE YOU &



LOSE YOU



EVERY TIME YOU DECIDE TO SAY GOOD NIGHT,



I RATHER SPEND THE REST OF THE WEEK DREAMING ABOUT THOSE HOURS...




FFFFFFFFFFFFFFFFFFFFFFFFFFFF ME & YOU HOLDING HANDS




VVVVVVV I SQUEEZED MY FINGERS BETWEEN YOURS




THAN SIT HERE IN THE SUN WITHOUT HOLDING MY BROKEN HEART BETWEEN MY LEGS.



AF

Wednesday, 13 April 2011

Livre

Gosto de sentar na varanda para observar os passaros. Posso ficar sentada por horas, sem ver o tempo passar. Ceu e voo sempre combinaram tao bem. Me enche de liberdade, so olhar. Ser livre e tambem entender isto; o tenue veu que separa as duas coisas.


Acho que e so a liberdade que me define. Me manter livre de mim mesma e meu maior misterio e minha devocao mais extrema.


Ser livre e estar vazia das possecoes. So a liberdae me salva desta fome do mundo.

AF

Monday, 11 April 2011

Quando chove


Sempre vinha como uma tempestade que sem saber porque, acalma o espirito da gente. Depois me sentava na varanda so para sentir o cheiro da terra quando ri.


Ate os passaros cantam diferente depois da chuva.


E assim quando vens. Tem uma cor dourada, de ceu que depois de muito pesado se abre, quase mais limpido, quase mais ceu.


Gosto quando chove assim, porque e quando presinto os teus passos, sempre certos na missao de secar qualquer lagrima que me tenha escapado no meio dos ventos muito fortes. Ainda antes da chuva.


Gosto deste momento que precede tua chegada. E a minha hora de te sonhar, certa de que vais de um jeito ou de outro se materializar na minha frente como um sonho bom, que ja e a propria realidade acariciando estas horas douradas do dia.



Este amor ja e maior, que a minha propria vida.


E so quando chegas, que chego tambem em casa. Antes disso sou sempre uma andarilha por ruas estrangeiras a trocar palavras sem sentido com desconhecidos. E so quando vens que me encontro, e digo meu nome amorosamente para este espelho que trazes sempre contigo.


E so quando estas perto que respiro e deixo o ar entrar em meus pulmoes. Antes disso e sempre um mergulho muito longo e me falta o ar.


E so quando estas, que estou. Antes disso, uma replica mal feita do que eu poderia ter sido, se jamais tivesses vindo.


Ana Frantz

Desde sempre

Aprendemos tao cedo isto; so haveria um jeito de nos amarmos.

Nao eram maos enlacadas e bracos presos em abracos, na boca colada em outra saliva. Nao eram horas e horas ao sabor da nossa companhia. Ainda que esta fosse, sempre a melhor de todas as alegrias do dia. Nao eram nas assinaturas em papeis; nosso contrato maior foram sempre nossas cartas de amor. Nao eram em possessoes carnais, temas viscerais, crises de ciumes e cobrancas tao normais.



Compreendemos, ja no primeiro olhar que havia amor.



Esse amor, que veio antes do aperto de mao; nos convocou a nao errar nisto. A preservar este amor; como se fosse a ultima especie da flor selvagem mais rara, provedora de polen doce e medicinal. Nao podiamos fazer isto; matar o amor, com as maos tao pesadas da realidade. Por isso ele veio assim. No esconderijo do nao. Na impossibilidade de te tocar com meus dedos tao pesados, eu te permito o voo. E so assim. Te liberto das grades tao insanas do meu amor.



Gosto tanto quando me olhas voar. Livre e inconstante. Admiras o jeito com que bato minhas asas com furia contra o vento enquanto deixo que a chuva molhe tudo o que ha em mim, como se minhas asas, neste instante se transformassem na terra umida, pronta para germinar qualquer semente.



Aprendemos isto; so haveria um jeito de nos amarmos assim em demasia.



Quando me olhas com teu olhar de ceu infinito me perco dentro da tua imensidao e fico flutuando por ela, enquanto amacias minha alma, com as tuas maos sempre tao leves.



Desde sempre, sabiamos, que este muro das impossibilidades foi o que tornou nosso amor mais absurdo. E por isso mais verdadeiro.



Aprendemos desde sempre que so haveria uma forma de nos amarmos; e esta era a liberdade.



Te deixo ir e te deixo voltar, como se minha casa de dentro- este musculo involuntario, fosse tua morada. E e. Quando partes por muito tempo, sempre retornas para uma casa cheia de poeira e uma nuvem ou outra muito escura- mas ja no proximo instante apos tua chegada, ha flores colorindo os cantos e uma musica alegre tocando ao fundo.



Es o tudo e o nada em mim.



So me e permitido te amar assim ao sabor dessa nossa liberdade. Na certeza de que essa estrada nao termina nunca. Nao sei quando abriras a porta espantanto todos os fantasmas negros em mim, mas sei que viras e o mais importante e que sei que nunca deixaras de voltar cada vez que partir.



Ana Frantz



Friday, 8 April 2011

Sem os sinos concretos das catedrais


Me solto entao.


Livremente- nesta aura das coisas idas, das coisas que nao chegaram a amadurecer em vida em mim, mas que respiraram em meu utero, ansiando esta vida nova. Me solto entao; dos sonhos que foram sempre isto; apenas sonhos. Me livro das culpas, que me foram apenas pedras trancando o caminho para a valsa leve e casual.


Sera que ninguem poderia ter nos avisado que o bonito disto tudo, esta nesta danca imprevista, que susurra melodias exquisitas enquanto tentamos afobados acertar o passo? Sem nem se quer imaginar, que o Criador deste concerto todo, nao anseia passos certos, nem tortos, nem avessos ou indiscretos. O maestro desta orquesta estelar, apenas nos que ver dancar.


Aceito minhas perdas e dela faco um passo de danca. De cada lagrima um poema. E da minha gargalhada escandalosa, dela eu faco uma estrela.


Ja aceito que nao nasci para ser muito rica, nem famosa, nem muito boa em coisa alguma. Ja aceito isto; nasci para ser a verdade que habita em mim, em cada passo do caminho. Ja nao anseio por corridas muito rapidas, e por procuras que cegam o que me e essencial. Quero aprender a dancar mais devagar. A deixar o vento tocar minha pele, como bem quiser, antes que eu lhe faca qualquer tipo de contrato. Quero ter menos ciumes e desejos. Menas possessoes e mais fantasias. Preciso aprender a perder.


E tempo agora de seguir, e deixar-se ir, o que de mais precioso tive na vida. E tempo agora. Eu vou, amanhecer em outro capitulo, ja somos outra historia esperando acontecer.


Me solto entao da tua mao sempre tao leve, que me fazia cocegas de tao alegres; era a prova de que o sagrado era nosso, e andava com nos. Vai saber. Talvez estivesse escrito no livro do destino, que seria obsceno amar-se assim, com tanta verdade. Com tanta pureza. Me deixo perder da tua risada escandalosa e do teu corpo que sempre sorria contigo.


Me solto como um balao no ar, para que possas seguir tambem, a mais mundana das estradas. Para mais alem, quem sabe, voar contigo, sem os sinos tao concretos das catedrais.

Ana Frantz

Monday, 4 April 2011

Entre silencios



Silencio em mim os ecos que ressoavam teu nome. Me canso de esperar pelo chamado que nunca vira. Abro meus bracos ao vento e deixo que escape de mim, qualquer esperanca de te ter comigo. Teus caminhos todos tortos, sao cheios do fogo e da ansia.


Se fui em tua vida a sombra do medo, da pergunta que deverias ter um dia te feito, mas nao fizestes, entao sou eu que me escondo agora, para que minha verdade nao assuste os demonios escondidos em ti. Ate quando poderas te esconder de ti mesmo? Sera que e ainda muito tarde para tentar agarrar a ultima gota de vida? Ate para isso e preciso a coragem, para se encarar de frente e correr este risco extremo, o de ser feliz.


Me canso de ser esta esfinge que tanto temes. Porque alguem temeria a verdade? Te entreguei tudo o que carregava em minhas maos, tambem cansadas em entregar ate o que eu nao tinha. Nem por isso tive a covardia de tapar com as maos ainda em chamas os ouvidos para que nao escutasse o chamado do vento. Nem sempre e mais facil tornar-se quem realmente deveriamos ter sido, se o medo nao tivesse tomado quase todos os nossos sentidos.


E sempre mais comodo, esconder-se.


Te deixo entao, para que tenhas o tempo de que precisas para esconder-te de ti mesmo, para mais tarde aprenderes so esta verdade, jamais conseguimos correr da propria sombra. Enquanto te deixo se perder, olho por horas meu rosto no escuro. Este olhar cansado que sabe porque e para que veio ao mundo. Mas que no silencio desta revelacao, pode so mesmo esperar, pelo dia em que te aprontes para vir comigo. Porque e exatamente assim, que foi escrito.


Ana Frantz

Livros que me acompanham em 2009

  • Notes from my travels- Angelina Jolie
  • THE SHAMANIC WAY OF THE HEART - Chamalu- Luis Espinoza
  • Shooting Butterflies - Marika Cobbold
  • The Global Deal - Climate change and the creation of a new era of progress and prosperity- Nicholas Stern
  • The Penelopiad- Margaret Atwood
  • Discover Atlantis - Diana Cooper
  • Tne Gift - How the creative spirit transform the World - Lewis Hyde
  • My East End: A history of Cockney London- Gilda O'Neil
  • Delta of Venus- Anais Ninn
  • The Little Prince- Antoine de Saint ExupĂ©ry *** Apr
  • Doidas e Santas- Martha Medeiros (March)
  • The English Patient by Michael Ondaatje
  • Gilead by Marilynne Robinson - Feb
  • Healing With the Faries by Doreen Virtue (Feb)
  • Montanha Russa- Martha Medeiros (Feb)
  • O codigo da Inteligencia - Augusto Curry - Feb
  • O Ensaio sobre a cegueira - Jose Saramago ( Jan Lendo)

Livros que andaram comigo em 2008

  • Meditacao a primeira e ultima Liberdade by OSHO ( Dec)
  • The English Patient by Michael Ondaatje (Dec Lendo)
  • Harry Potter and the Philosopher's Stone - J.K Rowling (Oct Lendo)
  • The PowerBook - Janette Wintersone (Oct- )
  • A vida que ninguem ve- Eliane Brum (Sep - Lendo)
  • The Birthday Party - Panos Karnezis - (Sep )
  • Ensaio sobre a Lucidez -Jose Saramago (Lendo...)JUN
  • Nearer The Moon -Anais Ninn (Lendo..) JUN
  • Superando o carcere da emocao - Augusto Cury(lendo...) JUN
  • Perdas e Ganhos- Lya Luft Jun(Releitura) Jun
  • A Mulher que escreveu a Biblia - Moacyr Scliar(May) ****
  • The Secret By Rhonda Byrne (May)
  • Time Bites -Doriss Lessing March (lendo...)
  • Life of Pi - Yann Martel (March to May )
  • The Kite Runner -Khaled Hossein /March ****
  • Back when we were geown ups / ANNE TYLER (larguei na metade)
  • O Sonho mais doce - DORIS LESSING /Feb ****
  • The Crimson Petal and the White- MICHAEL FABER / Dec-Jan / ***

Livros que me acompanharam em 2007

  • Burning Bright - TRACY CAVILER
  • Fear of flying - ERICA JOUNG (larguei na 50th pagina)
  • I'll take you there - JOYCE CAROL OATES ***
  • Memorias de minhas putas trsites GABRIEL GARCIA MARQUEZ ***
  • The Siege - HELEN DUNMORE ***
  • A girl with a pearl earing - TRACY CHAVILER ***
  • A year in Province PETER MYLES ( larguei na metade)
  • The mark of the angel- NANCY HUSTON-
  • A bruxa de portobelo - PAULO COELHO -
  • Under the Tuscany Sun - FRANCES MAYA -
  • Sophie's World - JOSTEIN GAARDER *
  • The umberable lightness of being - KUNDERA- **
  • As aventuras da menina ma MARIO VARGAS LOSA - ****

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