
E era no silencio que todas as palavras que nao poderiam ser ditas,
choravam por dentro...
AF

Enquanto isso corremos feito cegos num vai e vem de enlouquecer ate o Big Ben. Se o amor acontecer em qualquer esquina e sinal de que era pra ser.
Ana Frantz



As vezes me surpreendo, com essa sede que me invade. Nao e mais que uma surpresa, mas uma profunda incompreencao. Seria mais facil o contentamento. Aceitar as secas e os dias silenciosos. Ha no silencio uma certa serenidade. Esta no contentamento, a simplicidade de viver. E estranho isso. Essa palavrinha tao simples e serena. Sem nehuma pretencao. E chamada assim entre assovios do vento lambendo uma arvore no outono: simplicidade.
E simples, a chuva, a rosa, a nuven, os passaros cantando, o vento balancando galhos verdes, a grama crecsendo no jardim escondida de quem olha. E simples o dia que passa, a noite que chega e a manha que renova mais uma vez os numeros de um calendario incontavel.
Complicado e tudo que pousa devagarinho em nos. Entre a grama que cresce e o choro de um menino. Graos de poeira acomulando dentro, de uma coisa que chamamos; alma. Mas nao sabemos ao certo o que e. Esse espaco ardendo em nos. Noutras aquela voz que grita, implora, exige. Ha sempre uma demanda nova. Uma nescessidade que nao tinhamos, ate ontem. Culpa do coracao que se angustia tanto, em tao curto espaco de tempo.
Se e o coracao? Tambem nao sabemos. Talvez sejam os olhos. Porque as vezes a simplicidade se torna algo tao obscuro que nao a vemos. Noutras nem e, o que queremos.
Simplicidade, e uma palavrinha tao simples, mas e tao complicado ser simples.
Noutras vezes penso, que a sede dessa vida insana, voraz e tao injusta as vezes, e o que faz a roda girar e seres inquietos a irem em busca de seus sonhos mais selvagens. A apatia aniquilaria a raca humana em um marasmo insuportavel. Entao, viva! Viva o caos nascendo a todo instante na alma dos sedentos.
Ana Frantz

Na ausencia da palavra; um susto
O silencio e o ruido que sempre nos diz mais
Quando corremos depressa demais
E quase sempre onde a esquina do medo
Nos prende sem nostalgias.
Sem maiores pedidos de perdao.
Acalma tua alma
Tua pressa em agarrar quase tudo
Quase ao mesmo segundo
Sossega tuas asas
Da borboleta sempre representando num palco colorido
Ate os sonhos descansam
Na macies do talvez.
Te aquieta
E silencia essas estrelas distraidas nascendo em ti enquanto me falas dessas coisas da vida.
Nao ha respostas
Tambem nao ha finais.
Ha sim essa palavra sem fim
Sem comeco, sem sossego, sem atropelo,
Essa palavra que gritas, noutras implora
Ela nao vem quando chamas, nao vai quando pedes
Essa palavra apenas e, e fim.
Amor.
AF
When you touch me, a billion stars arises. When you kiss me, my skin opens like a rose, and the sweet smell fills the room. When you touch me a billion stars explodes inside me, like the most unreal firework. When your arms surrounds me, my soul levitates and my wings expands searching for a sign of elevation. When you speak to me your words melt in my mouth like the sweetest taste I ever experienced. When I hear you laughing the sky widely opens it's billion doors and invites me in. When You hold my hand I know it will be alright.
BBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBAF


Entao, temos a nossa frente um calendario todo novo. Uma decada inteirinha, para rabiscarmos, com as cores, os sons e as imagens que quisermos. 2010! Estampado aos nossos olhos.
Pessoalmente, eu nem acredito, que ja e uma decada toda nova!
Esse final de ano foi tao corrido, que ainda nem me permiti aquela horinha vaga, que a gente senta e repensa. Revive e se reelabora para um ciclo todo novo. Muito disso tambem e mais tradicao que novidade. A gente no fundo sabe, que um ano novo, sao apenas numeros que vao mudando no calendario. A gente no fundo sabe, que todo dia e um ano novo, cada manha e uma chance nova, de recomecar ou de terminar algo. Mas nao tiro o merito da energia coletiva, que vai nos puxando nessa onda do novo. Do recomeco. Da pagina branca, limpinha em folha. Do cheirinho da agenda nova. Dos 365 dias em branco, esperando para serem escritos, pela mao do nosso destino. E que ele seja leve!
Entre tantas outras coisas, em que acredito ou invento pra mim. A astrologia e uma das pedrinhas preciosas que carrego comigo. E para a astrologia nosso ano pessoal recomeca apos o aniversario. Por sorte, meu aniversario, cai em dezembro, o que coincidentemente, fecha com o mapa astral do calendario. Entao para mim a energia do novo vem em dose dupla, com a forca do coletivo e a do meu momento astrologico.
Na virada do mes de dezembro, ja senti as energias mudando. Segundo a leitura do meu mapa astral, sera um ano de muita introspeccao e estudos. Com relacoes profundas e intelectuais. Ja estou tentando me convencer de que meu espirito livre, tera que aprender a ter responsabilidade neste ano. "Disciplina e liberdade" Renato Russo ja disse. Faco rascunhos, promessas e poemas. Ensaio cancoes, mantras e recordacoes. Tento convencer o meu destino, de que os sonhos, devem ser constantes, e nao meras borboletinhas voando num ceu, que nunca tocamos.
Ah, a vida! A vida e agora! O sonho, ja esta aqui, pousando de leve no teu colo, enquanto digitas mais uma frase sem sentido. Mais um ano. Mais um janeiro. Uma nova decada!
Mas nada disso faz sentido, sem a esperanca boba, serelepe, fazendo cocegas na gente. Sem aquela vontade compulsiva de sonhar, e de ir inventado mais e mais sonhos a medida em que realizamos um ou outro. Como a menina na calcada, fazendo bolinhas de sabao.
Desejo a todos, uma decada toda nova. Paginas em branco, que esperam serem recheadas, com palavras leves, soltas, alegres. Uma pitada de aventura, um pe na natureza outro na responsabilidade social. Paginas com as cores da paz, da compaixao e da serenidade. Linhas que falem de amor, respeito e amizade. E que nelas hajam desenhos coloridos, asas e danca. Desejo a todos uma alma sempre nova, clara e transparente. E aquele desejo louco, de amar, como se nao houvesse amanha!
Happy 2010!!!!!!
Ana Frantz

E eu que falava tanto da solidao. Da dor, que a sombra das coisas idas, pesa, longamente na alma. Fui eu que incendiei esse fogo todo das lamentacoes. Sim, confesso, que fui eu que nao tive medo de chorar em frente a quem amei, e assim, nao tive pena, de transformar um Imperio, a um povo escravo.
Me despeco agora da minha desculpa de doer. Vagarosamente abro minhas maos e deixo cair ao chao cada grao de areia acomulado com o tempo. Deixo esvair cada ruga que as lagrimas trouxeram e me permito seguir livre. Nua talvez, de qualquer amarra, de qualquer ego, de qualquer frase luminoza que diga: -podes ir, mas jamais vou te esquecer.
A verdade e que esquecemos. Esquecemos; as vezes por necessidade, noutras por sobrevivencia. Esquecemos porque so assim podemos seguir livres de novo, sem o peso da culpa, sem as amarras que nos distanciavam do sonho. Esquecemos, porque queremos tudo de novo. Uma pagina limpa, branca e branda. Esquecemos porque merecemos amar de novo.
Abro minhas asas ao vento, e no voo, vejo pequenas miniaturas das possibilidades deitadas a um chao de grama verde, ou, em lindas montanhas beijadas pela neve branca. Vejo o milagre da vida se decodificando sob meus olhos extasiados. Sim, tudo faz sentido, nesse mosaico, tao bem tramado. Se ao menos eu nao tivesse perdido esse brilho no olhar antes, se tivesse aceitado, que nas curvas da estrada, inevitavelmente deixaremos alguem pra traz. Algo pra traz.
E engracado isso. O despertar que a alma da. Em uma noite acorda, e ja e a borboleta ganhando alturas. Ja nem sabe mais porque mesmo rastejou por tanto tempo no escuro da terra fria. Mas tem tambem aquela historia, de sempre perserguirmos o impossivel. O inatingivel nos encanta!
Mas quem quer ser o cao correndo atraz do proprio rabo? Andar em circulos so e divertido no carrossel aos tres anos de idade, depois disso, ficamos tontos. A vida esta ai, para seguirmos em frente. Sempre a frente de mais um desafio. Me parece que as vezes, ela nos instiga, nos testa, e teima que vencamos nossos medos, ate nao nos restar mais nenhum. Viver exige coragem. Coragem de olhar pra dentro e perceber que a essencia, essa vozinha que nos sussura as coisas mais absurdas, e a voz que deveriamos ter ouvido desde o principio. Essa voz me diz, que a vida e agora!
Seres humanos que somos, nascemos para doar o que e mais raro em nos. E nascemos para morrer no coracao de alguem.
Ana Frantz


Olhei tanto; para dentro, para alem.
Tanto que me calei.
Desculpem, me perdi de mim, e so o meu silencio pode enfim me encontrar.
Aos poucos rabisco um arco-iris. Um sorriso, nao muito largo. A serenidade de quem sente frio e quer se encolher entre las.
Mas ainda ha a nescessidade de voar misturada com a preguica.
AF

Tenho falado tanto sobre solidao. Perdas, encontros, sonhos, asas e voos. Esse amigo oculto que habita em nos. E uiva frases soltas. Codigos e anseios maiores que nossa propria compreensao. Tenho escrito sem acentos. Sem regras na minha pontuacao. Porque as palavras que aos poucos vao sendo tatuadas nas brancas paginas desse mosaico longo e cansativo nascem de sua propria angustia e voracidade em se fazerem sentido.
A subjetividade do mapa em minhas maos nao me deixa pistas. Ainda me perco em meio ao labirinto que atravesso. Me perco pelo deserto, ou em chuvas muito intensas. Mas e no escuro dos meus passos, que descubro, a luz que nasce timida, pela casa de dentro. E expande o silencio em cores luminosas e falantes. A vontade de transcender e levitar alem. Alem de tudo o que ja foi dito, julgado, feito e determinado como certo ou impossivel.
Quero o sonho a ceu aberto. E estrelas nuas de salto alto prateado vestidas apenas com o deslumbramento que elas instigam.
O que e longe encanta. O que e dito; instiga. O que e desespero pede forca. E determinacao e a teimosia em carne viva.
Estamos todos por ai, com feridas abertas ou saradas. Correndo atras de coisas que desconhecemos o nome ou paradeiro. Estamos todos por ai, reclamando disso ou daquilo. Batendo o peito em qualquer esquina. Mas nenhum de nos, parece saber, o segredo disso tudo.
A vida e agora!
Largo minhas ferramentas no chao. E me revisto com uma alma nova. Clara e nua. Atirei o mapa fora, agora sao os ventos que me guiam. Sao os vendavais que me fazem voar mais rapido. Mas to sem pressa. Quero olhar bem devagar para o lado e deixar o mundo respirar em mim.
Ana Frantz
Mas quando olhas ao redor, ofegante, em busca de um idolo qualquer. Tudo te parece um imenso deserto. Solitaria bate tuas asas na imensidao e te contenta com a distancia entre teu corpo e o chao.
Ana Frantz



