
Te tatuei em minha pele, depois te abandonei.



Na ansia do adeus me beijas como se nao houves
se amanha. No escuro e onde nos encontramos sempre acesos, e e quando tua confusao ganha dimensoes ainda mais desesperadas em ti.
Queria que soubesses que atras do meu sorriso quase infantil que desafia o destino, existe uma parte que treme, quando pensa em te perder.
Ora, mas se sabes que eras sempre meu ceu e minha terra firme, nos voos mirabolantes que inventavamos, na hora certa das colheitas e ate mesmo nos momentos aridos quando o vento parecia ser capaz de eliminar cada grao de areia do deserto, ate ali, eu era tua. Entao porque nao vens, agora que ando por ai colhendo frutos maduros, apos a longa semeadura?
Tantas vezes o que mais se teme e a felicidade, talvez em tuas desordenadas fantasias, era mesmo isso o que temias. Esse frio na barriga como se sempre algo extraordinario estivesse por acontecer. Nunca andamos por estradas retas, eram estas curvas perigosas que nos metiam medo o que nos interessava, porque era assim que nos faziamos vivos. Talvez essa alquimia que sempre parecia nos transformar em outros seres e a enxergar coisas mirabolantes que outros nao viam, estava na impossibilidade em amar um ao outro. E quando desafiavamos estas leis fisicas, nos sentiamos mais proximos dos Deuses.
Mas de tanto brincar de Deuses confundimos nossas crencas.
Agora que o estrago foi feito e minhas veias se perderam nas dimensoes estranhas do teu coracao, queres te calar frente minha honestidade quase brutal. E quando choras e apenas para dizer-me que es covarde o bastante para deixar que eu me desprenda de teus dedinhos e me perca sozinha pelo mundo, em busca disso tudo que criavamos quando amando o que nao podia ser amado, desvendavamos o segredo de se estar aqui.
Ana Frantz




A felicidade lhe parecia como o voo de qualquer passaro selvagem. Ana Frantz

Nunca notou que mulheres como eu não são fáceis de se ter? São como flores difíceis de cultivar. Flores que você precisa sempre cuidar, mas que homens que gostam de praticidade não conseguem. Homens que gostam das coisas simples. Eu não sou simples, nunca fui. Mas sempre quis ser sua. Você, meu homem, é que não soube cuidar. E nessa de cuidar, vou cuidar de mim. De mim, do meu coração e dessa minha mania de amar demais, de querer demais, de esperar demais. Dessa minha mania tão boba de amar errado.








Mas tao pouco importa. Ha apenas o segundo, este que deve ser leve, santo e eterno.
Eu quero as cores. E que elas facam amor com a geografia de todas as coisas, compondo no ar um poema qualquer, que justificaria todo este andar.






