Friday, 30 December 2011

THE END




Sitting by myself, the lights on the christmas tree by the corner of the room and the candle burning on the table while the red wine warms me up, reminds me about a light that should never stop burning, lighting through the darkest hours. This light that strikes thunderstorm on heavy skies. The light that burst in laughter on the most ordinary things on a simple afternoon on a day of no importance.

It is hard to believe I am reaching the end of a journey. Took me ten years to get here, and I could sit down and talk to you about how many scars London has tattooed on my skin always in flesh. I could waste my time describing my heartache, the troubles I went through trying to find my way home. It always seemed so far away. It always seemed impossible to reach that dead end, when either my body and soul would speak at the same time, on the same language: Go home!

For someone like me, going home, would always be the end of the fun. Like as a child when I had to put the bonfire down, and close the book of adventures of the day, lost in the little forest my grandmother used to own in the 80's. Going home, sounded like the end of the fairytale, the television always on, the volume so high that we could not hear each other over supper.

I am not a child anymore, as much the little girl still dancing with her wild ways inside me. I am a grown up woman, and I have dreams, and the light got bigger inside, I have the obligation to share it with the ones who means the most to me. My family. They may seem to be foreigners to me, other times, I feel I don't speak their language anymore, this is way this woman that grown so much in my body, needs to go back home, to learn this ancient language again. This is why the woman who is so brave and so strong, also surrender to the kindness misery and melt in pain and despair. She begs to the child: go home!

The child twist and say; London is fun. But there is no point in succeeding alone, non in loosing either.

I have faced the darkest side of loneliness to know I could survive any hurricane with my treasure safe under my heart, I have seen the ecstasy face of happiness, that I was scared to die and lose such a luminosity. But I don't want to grow afraid of loosing or gaining.

We born and die every day.

Ana Frantz

Wednesday, 21 December 2011

Profano


So a liberdade me salva deste vicio de tanto querer.

Me salva da nescessidade de ter tido a sorte banal de segurar tuas maos no final dos dias.

Medito na impossibilidade de nos dois ate me convencer pura e santa de tuas entranhas sempre tao doces para qualquer boca. E que nisto te enganas. Quase sempre te enganas.

Profano sonhos tortos a cambalear no camarim do bem me quer. Embriagados de opio, sal e fantasias que jamais acordam para o cafe da manha.

E claro que a esperanca existe! Mas nao para nos dois.

Se e tarde ou cedo, nao sei ainda. Apenas sei que o tempo de te sonhar acabou. Rabisquei os desenhos que fiz, reestruturando as linhas do teu rosto, os detalhes da mao que me incomodavam um pouco e uma certa inquietude que sempre me deixava no olhar.

Se era po de sonho; ja foi. Os teus loucos quereres brincando de malabarista de um lado para o outro, em cima do muro das incertezas sexuais. Incertezas sexuais? Nao era sempre o amor e mais nada que bastava ao findar de mais um dia?

Eu que fui a bailarina no silencio de tuas duvidas, me despeco do palco e parto para a vida.


Ana Frantz

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Leva-te contigo...

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Tuesday, 20 December 2011

Impossibilidade



Se ele nao a tocava como os verdadeiros amantes o fazem. Se nao a abracava a noite adentro de seus dias. Se nao lhe enfiava a lingua em sua garganta, mas gentilmente lhe beijava a testa, o queixo, o pescoco e as bochechas ainda avermelhadas do frio que fazia em dezembro em Londres, era entao, menos amor? Se ele so tocava suas maos e delas extraia seu mais intenso perfume; entao isto nao poderia ser amor?



Poderia isto ser menos amor, que qualquer outro amor, que entre carne e suor, se consomem em lencois como animais famintos, para mais tarde esquecerem, o bem dizer de sua companhia? Sem entender a lingua da boca e a do corpo. Cegos estrangeiros sentados lado a lado ao som de qualquer ruido, sem se fazer sentido.



Se ele nao a tocava na carne, era na alma que composia as melhores melodias. E a fazia levitar. A fazia criar coisas belas. E iluminava seu olhar. Eram historias desenhadas a ferro e fogo, eram reais e verdadeiros estes nomes e todos os sons que faziam.


Era amor, ela aos prantos dizia. Era amor, ele aos gritos clamava. Mas ninguem entendia a impossibilidade que havia entre dois verdadeiros amantes.



Ana Frantz




Ninguem a entendia.

Tiravam sarro. Diziam que era pura teimosia. Que no mundo nao poderia haver um amor assim.

Ela teimava e dizia que sim.

Que era amor e existia.


v AF

Silencio

A felicidade lhe parecia como o voo de qualquer passaro selvagem.



Quando vinha era certeira, atingia em cheio uma valvula ou outra do coracao, para noutro segundo levantar voo e assim partir. Asperas e efemeras, eram as coisas que inutilmente ansiava agarrar em seus dedinhos suaves.



Quando vinha. A felicidade; era mais do que uma fome saciada. Vinha embriagada de vinhos, com o gosto da melhor estacao. Vinha pincelada de paisagens fugazes, quase irreais. Quando vinha, ofuscava qualquer peso que a realidade um dia teve e lhe entregava em seu calice o balsamo sagrado da ressureicao.




E se neste dia nascia de novo, era apenas para no outro morrer.



Rapida e fugaz era passageira, que noutro segundo silenciava, declamando cancoes e espalhando seu perfume mais adiante, la no outro vagao.



Com as maos vazias, seguia entao. No nada que lhe cabia, ao findar de cada dia, nos passos pela estacao. Nas nuvens que iam se movendo com cautela, so para mostrar aos mais atentos que mesmo no silencio se dancava. Nesta valsa vienensse e silenciosa entregava seus melhores passos e no escuro entendia a forca que o silencio tinha quando acariciava calmamente o que nao se podia ter.

Ana Frantz

xxx



















Sunday, 11 December 2011



Nunca notou que mulheres como eu não são fáceis de se ter? São como flores difíceis de cultivar. Flores que você precisa sempre cuidar, mas que homens que gostam de praticidade não conseguem. Homens que gostam das coisas simples. Eu não sou simples, nunca fui. Mas sempre quis ser sua. Você, meu homem, é que não soube cuidar. E nessa de cuidar, vou cuidar de mim. De mim, do meu coração e dessa minha mania de amar demais, de querer demais, de esperar demais. Dessa minha mania tão boba de amar errado.

Caio Fernando Abreu

Thursday, 8 December 2011

Da fotografia



Fotografar e a arte de contar historias, ao inves das palavras usam se os gestos. As cores dos pinceis sao as fibras reais do blusao que aquecem a pele arrepiada.



Fotografar e contar historias desenhando nelas contornos da realidade que adormecem na terra do pra sempre. E que nos fazem sorrir quando despertamos deste sono os personagens de nos mesmos, dos tempos que foram.



Fotografar e um pacto de amor com a vida, e a arte de declamar poemas em silencio e se fazer entender em qualquer lingua.



AF

Da amizade



E que ela tinha um amor. Carregava no peito ate mesmo quando ardia, como ortiga arde a perna quando se anda no meio do mato. Mesmo ardendo; o amava.





Este amor que era sem carne e osso mas tinha uma alma intensa. Quando lhe abria a porta da casa, ele atirava rosas por sua cabeca e a beijava macio frente a testa. Como se assim fazendo acendesse uma lamparina que iluminava a noite adentro.



Quando ele se atirava no sofa, cansado da danca e do vinho, ela passava seus dedinhos suavemente pelo seu corpo, imitando o movimento que borboletas fazem quando voam. Sua pele ao toque dela era sempre um cortejo ao arrepio, que adentrava seus poros ate fazer cocegas no seu intimo intocavel e indefinido.



Era certo que a amava. E se nao a tocava, era por que tinha o pavor de que suas maos tremulas e sempre indecisas pudessem quebrar qualquer estrutura, que a sustentasse. Ela era muito mais importante para ele do que qualquer desejo mundano e efemero. Preferia mante-la assim, intacta as arguras do tempo e das paixoes. Era na amizade com a promessa do pra sempre que morava sua alegria.



Ana Frantz






Livros que me acompanham em 2009

  • Notes from my travels- Angelina Jolie
  • THE SHAMANIC WAY OF THE HEART - Chamalu- Luis Espinoza
  • Shooting Butterflies - Marika Cobbold
  • The Global Deal - Climate change and the creation of a new era of progress and prosperity- Nicholas Stern
  • The Penelopiad- Margaret Atwood
  • Discover Atlantis - Diana Cooper
  • Tne Gift - How the creative spirit transform the World - Lewis Hyde
  • My East End: A history of Cockney London- Gilda O'Neil
  • Delta of Venus- Anais Ninn
  • The Little Prince- Antoine de Saint Exupéry *** Apr
  • Doidas e Santas- Martha Medeiros (March)
  • The English Patient by Michael Ondaatje
  • Gilead by Marilynne Robinson - Feb
  • Healing With the Faries by Doreen Virtue (Feb)
  • Montanha Russa- Martha Medeiros (Feb)
  • O codigo da Inteligencia - Augusto Curry - Feb
  • O Ensaio sobre a cegueira - Jose Saramago ( Jan Lendo)

Livros que andaram comigo em 2008

  • Meditacao a primeira e ultima Liberdade by OSHO ( Dec)
  • The English Patient by Michael Ondaatje (Dec Lendo)
  • Harry Potter and the Philosopher's Stone - J.K Rowling (Oct Lendo)
  • The PowerBook - Janette Wintersone (Oct- )
  • A vida que ninguem ve- Eliane Brum (Sep - Lendo)
  • The Birthday Party - Panos Karnezis - (Sep )
  • Ensaio sobre a Lucidez -Jose Saramago (Lendo...)JUN
  • Nearer The Moon -Anais Ninn (Lendo..) JUN
  • Superando o carcere da emocao - Augusto Cury(lendo...) JUN
  • Perdas e Ganhos- Lya Luft Jun(Releitura) Jun
  • A Mulher que escreveu a Biblia - Moacyr Scliar(May) ****
  • The Secret By Rhonda Byrne (May)
  • Time Bites -Doriss Lessing March (lendo...)
  • Life of Pi - Yann Martel (March to May )
  • The Kite Runner -Khaled Hossein /March ****
  • Back when we were geown ups / ANNE TYLER (larguei na metade)
  • O Sonho mais doce - DORIS LESSING /Feb ****
  • The Crimson Petal and the White- MICHAEL FABER / Dec-Jan / ***

Livros que me acompanharam em 2007

  • Burning Bright - TRACY CAVILER
  • Fear of flying - ERICA JOUNG (larguei na 50th pagina)
  • I'll take you there - JOYCE CAROL OATES ***
  • Memorias de minhas putas trsites GABRIEL GARCIA MARQUEZ ***
  • The Siege - HELEN DUNMORE ***
  • A girl with a pearl earing - TRACY CHAVILER ***
  • A year in Province PETER MYLES ( larguei na metade)
  • The mark of the angel- NANCY HUSTON-
  • A bruxa de portobelo - PAULO COELHO -
  • Under the Tuscany Sun - FRANCES MAYA -
  • Sophie's World - JOSTEIN GAARDER *
  • The umberable lightness of being - KUNDERA- **
  • As aventuras da menina ma MARIO VARGAS LOSA - ****

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