Tuesday, 31 May 2011

Museu



No meu museu das coisas amadas, talvez o tenha guardado como a estatua mais bela. Tao bem desenhada, traco por traco. Havia uma certa delicadeza. As maos muito finas, ostentando qualquer fragilidade que nao existia. Havia um monstro ali que com garras muito afiadas sempre feria meu coracao, tao valente por encara-lo de frente mesmo assim.



Guardo as conchas do mar que ele me trouxe nos dias bons, ate mesmo as pedras que nao nos permitiram seguir tao livres quanto estava escrito nas escrituras. Cuidadosamente dobro os pedacos de seda que ele me deu um dia e organizo as almofadas num canto da sala.



Nem tudo e apenas memoria. Aquele cheiro esta impregnado na plenitude deste final de tarde.



Acolho minha solitude como quem busca a salvacao. Nada faria mais sentido agora do que este silencio e a falsa sensacao de que posso enfim me distanciar para poder ser sa novamente. Inteiramente livre e vazia da felicidade com que ele me intoxicava sempre, para depois tomar de mim.



Ana Frantz

Impaciencia







Quanto vazio ainda poderia caber naquela mala velha?











As ruinas do silencio, construindo paredes onde antes havia uma ponte de arame e flores. O pavor de ver se diluir em poeira o que antes era sempre um sonho bom. As cores intensas aos poucos sendo pinceladas pela cinza atmosfera dos dias. Tudo sempre foi, uma grande ilusao.



Nao trocaria este silencio pelo eco daquela risada. A felicidade que ele me oferecia como uma esmola, sempre de migalha em migalha. Se ja nao posso ser o todo, nao quero mais nada. O extase que ele me oferecia vinha sempre manchado de passado e nos. Era efemero demais a companhia. Delicados e frageis os cordoes que ligavam aquilo que julgavamos mais nobre. A amizade.



De vez enquando eramos um exemplo de pureza e lealdade, noutros a ausencia e o silencio tao palpaveis negavam qualquer elo antes desenhado a lapis em um pano muito fino.




Eu sempre estive la.Esperando por ele entre tempestades e raios, noutras em tardes quentes. Houveram noites de muito gelo. Sempre era a mesma sombra a catar caminhos, a espera do chamado e do dia em que fragilizado e sozinho, ele choraria por minha mao. Eu o levaria de volta pra casa, o guiaria com o brilho que as noites muito escuras possuem. Eu o aceitaria de volta ao meu reino intoxicado de liberdade. Portoes sempre abertos ao acaso. O guardiao do sonho.




Agora jogo fora todo o vicio que a presenca dele me causou.




Ja sigo outra. Carrego novos desastres em minhas maos e sonhos mirabolantes que nunca serao reais. Vivo neste imenso jardim secreto com portoes fechados e grades muito altas, so consegue espiar o que acontece aqui dentro quem tem asas. Para os pes fincados no chao, meu acenar de maos e o desejo que nao morram de tedio e solidao.




Aos covardes generosamente entrego minha profunda impaciencia e para quem nao ouviu os desejos mais profundos de seu coracao, dedico minha pena mais profunda e visceral.




Ana Frantz

Sunday, 29 May 2011

The two men I love


I love two men in my life.
I hate two men in my life.

They are capable of the most worst atrocities. They deny me with passion and convulsion. But always gain me back, with a twist of luck. I still not sure why I walk backwards when one should only look ahead.

They have my heart. They hold the map. They have left me here waiting. I don't own a compass but I know south is always where the heart is, but I can't get there on my own.

I love them. They love me, but are utterly scared of my love. I have flames and darts. I hold secrets and laughs. I make them happier than they could ever be brave enough to feel. So they leave me here. Waiting.

I know when the seasons change the winds will also change direction and I will be naturally taken somewhere else.

Until them I sit here and wait, on my world to change.

I wish they could be brave enough to hold the hurricane and my most intense voice, but they are not.

AF

LONELY IN LONDON


My loneliness do not come within but from the desire of sharing. A hug, a laugh, a dinner, a conversation a touch. The human connection which makes you feel alive through love.

I am falling again and on the mist of my great despair there is no one there to catch me. The voice inside that tells me I am strong enough to go through life on my own is untrue. I am not strong and never was. I can not learn to get used to with this silence. I hate hugging my own pillow. I don't have a doll.
AF

Colisao


Te perco em minhas colisoes.

Ha tantos desastres em minhas maos e meu corpo cansado da queda ja nao quer se acostumar com as perdas e com o silencio impregnado nas paredes antigas, pintadas com as cores amargas do adeus.

Era sempre um outro amor impossivel me esperando na esquina e o som das sirenes despertando na madrugada qualquer sonho bom.
Este caos que se instala sem me avisar, nem sempre vem cheio da ousadia dos dias novos da primavera.

Ja me canso. Sou a mulher mais cansada deste mundo. Sempre a merce de alguma outra coisa que se escapa de meus dedos frageis, embora minhas maos sejam grandes e meus longos dedos possuem a espessura dos dedos de uma pianista, estou sempre fora do ritmo, da melodia e do passo de danca.

Talvez tenha me acostumado com esta solidao tao absurda. Ainda procuro uma saida. Uma passagem de aviao, para qualquer lugar isolado o bastante para justificar este silencio avassalador em mim.

Preciso te dar minha solidao, meu silencio e minha ausencia. Para que entendas todas as coisas que fui obrigada a entender, em dias assim.


Mais uma vez e hora de partir, rasgando pedaco por pedaco cada soho construido com o papel mais fino e delicado das coisas.

Nao quero a fuga de quem nega sua dor. Quero mergulhar com ela ate que nao haja mais nenhum folego vivo em meus pulmoes soterrados de soluco e fumaca. Vou ficar parada neste silencio que me aborrece ate que qualquer som me traga de volta a vida. Talvez nem mesmo os anjos poderiam entonar qualquer cancao, quando este silencio absoluto naufraga tudo em mim.

Ana Frantz

Friday, 27 May 2011

Teu chamado








E era sempre assim; teu chamado beirando o caos de minhas estranhas amplitudes, deixava tudo ainda mais intenso. Essa intensidade me cansava. Havia a fome. A fome desmedida ate mesmo do ar que entrava e saia de meus pulmoes, como se ao te ver, parado em minha frente eu pudesse me tornar ainda mais viva, ainda mais intensa. Entao ja fragilizada pelo teu dominio descompromissado, eu me deixava que me despisse com teu olhar, peca por peca, de minha alma tao bem coberta pelos veus das minhas ilusoes mais obscenas.





Era sempre assim. Eu corria em tua direcao com a furia de vulcoes e fogos que ardem em completa plenitude. Afobada ansiava sempre por este momento. O que precede a fresta na porta que se abre vagarosamente. E me deixava queimar por tuas labaredas, sem que me tocasse com teus dedinhos tao frageis.





E que as horas eram longas extensoes do tedio, ate que inesperadamente me chamasse para a vida novamente. Me acordando e me sacudindo para todas as coisas que exigem a coragem suprema e indefinivel. Mesmo com medo eu sempre me entregava por inteiro.


So sou inteira diante de ti. E esta revelacao do misterio de mim mesma, e sempre uma surpresa, ate para mim. Esta descoberta e sempre um universo, um outro universo, ganhando dimensoes avassaladoras em nos.









Ana Frantz











"Our love of each other was like two long shadows kissing without hope of reality."Anaïs Nin

She says it all

"I am the most tired woman in the world. I am tired when I get up. Life requires an effort I cannot make. Please give me that heavy book. I need to put something heavy like that on top of my head. I have to place my feet under the pillows always, so as to be able to stay on earth. Otherwise I feel myself going away, going away at a tremendous speed, on account of my lightness. I know that I am dead. As soon as I utter a phrase my sincerity dies, becomes a lie whose coldness chills me. Don't say anything, because I see that you understand me, and I am afraid of your understanding. I have such a fear of finding another like myself, and such a desire to find one! I am so utterly lonely, but I also have such a fear that my isolation be broken through, and I no longer be the head and ruler of my universe. I am in great terror of your understanding by which you penetrate into my world; and then I stand revealed and I have to share my kingdom with you."Anaïs Nin






There are many ways to be free. One of them is to transcend reality by imagination, as I try to do.





Anais Nin

Encontro

Nao. Eu jamais poderia ter previsto o milagre da tua aparicao. Eras enfim o misterio e o alivio. A mao macia do destino, que como em um passe de magica autoriza o voo. Meu espirito se expandiu em milhoes de particulas coloridas quando te vi chegar. Era primavera. O tempo certo das coisas florirem.


Desde sempre; houve o amor e a impossibilidade.





De vez enquando fugiamos. Noutras nos entregavamos muito. O maior medo que sentiamos era o de que a realidade nao poderia ter sido jamais assim, como a viamos; as cores tao intensas, os sons sempre certeiros, ritimados com os passos de danca ou as batidas do coracao. E o riso, aquela gargalhada solta e sempre tao escandalosa. Nao era palco, era a estrada. Nosso maior medo era o de admitir nossa propria loucura. A loucura que nos consumia quando estavamos um na presenca do outro.



Para tanto encontro, havia sempre a fome. E o medo de que se um dia a saciassemos, todo este misterio tambem teria fim.


Entao seguimos, perseguindo um ao outro na imaginacao e nos dias divididos ao sabor das tardes efemeras. No dolorido aperto de maos quando a alma queria sempre o corpo inteiro. Aprendemos desde cedo que o que nos mantinha mais vivos do que os simples mortais era a fome que nunca saciavamos por inteiro.


Ana Frantz

Thursday, 26 May 2011

Anjos sorriem quando chegas perto de mim








Te busco como um cego busca a luz. Es a sede, a fome, a vontade e o caos mergulhado na paz.





Quase sempre me perco no labirinto que tua presenca desenha em minha alma aflita por te tocar. Ansiosa por te ver chegar, as vezes me esqueco que a alma e a materia invisivel das coisas.


Te persigo em meus pensamentos mais intensos. Es quase sempre a alquimia que tento domar. Mas como tambem nao se toca em estrelas, permaneces sempre assim; um raio de luz a clarear as noites mais escuras; e nem por isso eu poderia te amar um segundo so a menos na eternidade que na minha alma cabe.


Quando vens, chegas cheio do sonho e com ele desenhas asas que emolduram minha estrutura tao cansada. Anjos te sorriem nesta hora e ate mesmo eles imploram para que fiques, mas mesmo assim vais embora.

Ana Frantz

Beautiful people do not just happen



Wednesday, 25 May 2011

Cancao para te ver chegar





Eu te sonharia. Mil sonhos. Sem mentira, nem derrotas, nem medo algum que pudesse separar minha boca da tua. Nossa alma sempre ensaiando ser uma. Naquele bale, que mesmo sem querer dancar, nos prendia. Minha alma e a tua, em constante simetria. Num fechar e abrir portas. No pincel do acaso, as cores do sonho bom. O arco-iris rabiscando o ceu dourado apos ser fecundado pela chuva.






Eu te esperaria, pela tarde inteira a catalogar os ventos. E se por algum encanto, esta forca da natureza pudesse te trazer para mais perto de mim, eu escreveria lindos poemas aos Deuses e desenharia teu rosto angelical no teto das catedrais, para que o azul de teus olhos pudesse refletir um pouco do ceu que trazes para perto.





Se chegasses sem avisar como chegam as revoadas em bandos faceiros bendizendo o sol, as nuvens e o vento. O sabor da terra brotando em flor, frutos e alma, que de tanta luz encanta o horizonte, as estrelas e faz ate os anjos saltarem serelepes ao te ver chegar. Se viesses de mansinho, sem assustar os sabias ou as borboletas que recem sairam do casulo para celebrar a primavera, me encontrarias sorrindo com a alma pronta para a colheita.




Entre teu silencio e o teu olhar habitam todas as coisas; tao tuas. Teus medos. Tua confusao tao visceral e o amor que te convida para a cura. Eu tambem habito neste silencio, peregrina nos teus olhos, sempre a espera do teu sim.




Ana Frantz

Tuesday, 24 May 2011

London isnpires you!

http://www.london24.com/news/londoner_of_the_day_tube_artist_kim_kalan_1_864447

Beautiful people, lighting up where they go! That's what we like to see in the world! Make a diference by sharing your true colours too! Good Day!

































BTW! This is the white board staff anouncments of London underground @ Calendonian Road.































Monday, 23 May 2011

"Eu sou o ceu para tuas tempestades. Rainha dos raios"

Maria Bethania

Temporada das flores






... e que nos conhecemos na primavera; o tempo certo para todas as coisas florirem.




Thursday, 19 May 2011



take me into oblivion...

Wednesday, 18 May 2011

Mid-spring fairytale






Mid-spring fairytale evening, is about to begin...








Once upon a time, there was a Kingdom. There was a Prince, with two big blue eyes. There was a Princess too. She carries emeralds in her eyes.




The Prince fell in Love, and the Princess too. But they could not be together, as much and for much they loved each other. AF

YOU FORGOT TO KISS MY SOUL

BY NEIGHBOUR & ARTIST TRACEY EMIN.

Thursday, 12 May 2011

Happy comings



I can see angels playing in the background. Planning and arranging a new way for us. Giggling of the signs of a happy ending to come. An ending & a beginning of all things we are meant to be!
AF


Livros que me acompanham em 2009

  • Notes from my travels- Angelina Jolie
  • THE SHAMANIC WAY OF THE HEART - Chamalu- Luis Espinoza
  • Shooting Butterflies - Marika Cobbold
  • The Global Deal - Climate change and the creation of a new era of progress and prosperity- Nicholas Stern
  • The Penelopiad- Margaret Atwood
  • Discover Atlantis - Diana Cooper
  • Tne Gift - How the creative spirit transform the World - Lewis Hyde
  • My East End: A history of Cockney London- Gilda O'Neil
  • Delta of Venus- Anais Ninn
  • The Little Prince- Antoine de Saint Exupéry *** Apr
  • Doidas e Santas- Martha Medeiros (March)
  • The English Patient by Michael Ondaatje
  • Gilead by Marilynne Robinson - Feb
  • Healing With the Faries by Doreen Virtue (Feb)
  • Montanha Russa- Martha Medeiros (Feb)
  • O codigo da Inteligencia - Augusto Curry - Feb
  • O Ensaio sobre a cegueira - Jose Saramago ( Jan Lendo)

Livros que andaram comigo em 2008

  • Meditacao a primeira e ultima Liberdade by OSHO ( Dec)
  • The English Patient by Michael Ondaatje (Dec Lendo)
  • Harry Potter and the Philosopher's Stone - J.K Rowling (Oct Lendo)
  • The PowerBook - Janette Wintersone (Oct- )
  • A vida que ninguem ve- Eliane Brum (Sep - Lendo)
  • The Birthday Party - Panos Karnezis - (Sep )
  • Ensaio sobre a Lucidez -Jose Saramago (Lendo...)JUN
  • Nearer The Moon -Anais Ninn (Lendo..) JUN
  • Superando o carcere da emocao - Augusto Cury(lendo...) JUN
  • Perdas e Ganhos- Lya Luft Jun(Releitura) Jun
  • A Mulher que escreveu a Biblia - Moacyr Scliar(May) ****
  • The Secret By Rhonda Byrne (May)
  • Time Bites -Doriss Lessing March (lendo...)
  • Life of Pi - Yann Martel (March to May )
  • The Kite Runner -Khaled Hossein /March ****
  • Back when we were geown ups / ANNE TYLER (larguei na metade)
  • O Sonho mais doce - DORIS LESSING /Feb ****
  • The Crimson Petal and the White- MICHAEL FABER / Dec-Jan / ***

Livros que me acompanharam em 2007

  • Burning Bright - TRACY CAVILER
  • Fear of flying - ERICA JOUNG (larguei na 50th pagina)
  • I'll take you there - JOYCE CAROL OATES ***
  • Memorias de minhas putas trsites GABRIEL GARCIA MARQUEZ ***
  • The Siege - HELEN DUNMORE ***
  • A girl with a pearl earing - TRACY CHAVILER ***
  • A year in Province PETER MYLES ( larguei na metade)
  • The mark of the angel- NANCY HUSTON-
  • A bruxa de portobelo - PAULO COELHO -
  • Under the Tuscany Sun - FRANCES MAYA -
  • Sophie's World - JOSTEIN GAARDER *
  • The umberable lightness of being - KUNDERA- **
  • As aventuras da menina ma MARIO VARGAS LOSA - ****

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